Vendas de varejo devem ter ligeira melhora no 2º trimestre de 2024, diz Ibevar

Varejo restrito, que não inclui veículos e material de construção, deve mostrar crescimento de 2,1% no período entre abril e junho de 2024 ante o ano anterior

Roberto de Lira

Praça de alimentação em shopping de São Paulo (Foto: Divulgação)

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As vendas no varejo restrito, que não incluem veículos e material de construção, deverão mostrar crescimento de 2,1% no período entre abril e junho de 2024 ante o ano anterior, enquanto o movimento do varejo ampliado, que inclui esses setores, deve avançar um pouco mais (2,5%). As projeções são do estudo mensal realizado pelo Ibevar e pela FIA Business School.

A projeção por segmento no estudo aponta que as vendas de Artigos para uso pessoal devem liderar as altas, com 8,5% de aumento, seguidas por Tecidos e calçados (3,7%), Veículos (3,5%), Material de construção (2,5%) e Artigos farmacêuticos (2,1%).

Para Alimentos, Supermercados, Material de escritório e Combustíveis, a estimativa é de estabilidade, enquanto espera-se uma queda de 2,0% no segmento de Livros, jornais e revistas (-2,0%). 

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“Nota-se uma leve recuperação das vendas a partir do início de 2024. Esse movimento se explica pela redução da inflação e seus efeitos sobre a massa real de pagamentos. Entretanto, a taxa de juros na ponta continua muito elevada travando obviamente uma expansão mais vigorosa”, explicou em nota Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School.

Inadimplência em abril

Também foi feita projeção para a taxa de inadimplência – focada nos recursos livres -, que deve ficar entre 5,12% e 5,86% em abril, com média estimada 5,49% para o mês. Isso significa uma redução de 0,05 ponto percentual em relação ao valor real de janeiro de 2024 (último valor divulgado) e um aumento de 0,08 p.p. em relação ao valor estimado para março de 2024. 

Segundo o Ibevar, considerando-se o aumento de atrasos observado, é razoável esperar uma taxa de inadimplência entre a média (5,49%) e o limite superior (5,86%) do intervalo estimado, para o mês de abril de 2024.

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“Verifica-se um aumento em relação à tendência. Essa elevação se explica pelo crescimento das vendas projetadas em condições um pouco menos favoráveis para quitação das dívidas”, comenta Felisoni.