Pedidos de hipotecas caem nos EUA e taxas são as maiores desde 2008

Taxa média de contrato de uma hipoteca de 30 anos subiu para 6,52% na semana, um nível não visto desde a crise financeira

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Os pedidos de hipotecas nos Estados Unidos caíram 3,7% na última semana em relação à semana anterior, de acordo com dados da Mortgage Bankers Association (MBA). Os dados se referem à semana que terminou em 23 de setembro.

Em uma base não ajustada, o índice de refinanciamento caiu 4% em comparação com a semana anterior.

A taxa média de contrato em uma hipoteca de 30 anos subiu 27 pontos-base, para 6,52% na semana, um nível não alcançado desde a crise financeira de 2008.

“Os pedidos de compra e refinanciamento diminuíram na semana passada, pois as taxas de hipoteca continuaram a aumentar para máximas de vários anos após medidas políticas mais agressivas do Federal Reserve para reduzir a inflação”, comentou Joel Kan, vice-presidente associado de previsão econômica e industrial da MBA

Segundo ele, com as taxas agora mais que o dobro do que eram há um ano, o ritmo de refinanciamento está no menor nível em 22 anos – na semana passada ficou mais de 80% abaixo do nível do ano passado.

“Da mesma forma, a atividade de compra foi 29% menor do que há um ano, com taxas mais altas e incerteza econômica pesando nas decisões dos compradores”, disse.

A pesquisa abrange mais de 75% de todos os pedidos de hipotecas residenciais de varejo nos EUA e é realizada semanalmente desde 1990.

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Roberto de Lira
Economia | Mercados | Mundo

Roberto de Lira é jornalista com mais de 20 anos de experiência em redações de grandes veículos como Folha de S.Paulo, Gazeta Mercantil, Agência Estado e DCI. Sua formação profissional inclui cursos de pós-graduação e MBA em Derivativos, Direção Editorial e Estratégias Digitais para Empresas de Mídia. Também é autor do dicionário temático “Bolsonário -A nova política de A a Z”, pela Alta Cult.