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Um acordo comercial entre Estados Unidos e Índia está em uma fase “muito avançada”, afirmou nesta terça-feira (27) o ministro de Petróleo e Gás Natural indiano, Hardeep Singh Puri, em entrevista à CNBC.
A declaração veio poucas horas após Índia e União Europeia anunciarem um acordo de livre comércio considerado histórico, que prevê a redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos produtos negociados entre as duas partes.

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O acordo foi firmado dias depois que a UE assinou um pacto com o Mercosul, após acordos no ano passado com a Indonésia, o México e a Suíça

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Segundo Singh Puri, o tratado com o bloco europeu reforça a posição da Índia em defesa de um sistema de comércio multilateral e aberto, o que, na visão dele, também interessa aos EUA.
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O ministro classificou a relação com Washington como “muito forte” e afirmou que há “oportunidade econômica” para outros países que desejem fechar acordos comerciais com Nova Délhi.
“Acho que será um benefício mútuo, não apenas para a UE, mas também para os Estados Unidos e outros”, disse.
Apesar do avanço das negociações, o cenário é de tensão.
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O governo Donald Trump mantém tarifas punitivas tanto sobre a União Europeia quanto sobre a Índia: produtos europeus pagam 15% para entrar nos EUA, enquanto importações indianas enfrentam uma alíquota de 50%, em parte devido às compras de petróleo russo por Nova Délhi.
O presidente americano ainda não reagiu publicamente ao acordo Índia-UE.
No fim de semana, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, criticou o tratado entre europeus e indianos, lembrando que os EUA “fizeram sacrifícios maiores” ao impor tarifas de 25% à Índia por causa do petróleo russo.