Ministro indiano diz que acordo comercial com EUA está em fase “muito avançada”

Após fechar tratado com a União Europeia, Índia vê negociações com Washington avançarem, apesar de tarifas punitivas impostas pelo governo Trump

Gabriel Garcia

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, apertam as mãos durante uma coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, 13 de fevereiro de 2025. REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, apertam as mãos durante uma coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, 13 de fevereiro de 2025. REUTERS/Kevin Lamarque

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Um acordo comercial entre Estados Unidos e Índia está em uma fase “muito avançada”, afirmou nesta terça-feira (27) o ministro de Petróleo e Gás Natural indiano, Hardeep Singh Puri, em entrevista à CNBC.

A declaração veio poucas horas após Índia e União Europeia anunciarem um acordo de livre comércio considerado histórico, que prevê a redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos produtos negociados entre as duas partes.

Segundo Singh Puri, o tratado com o bloco europeu reforça a posição da Índia em defesa de um sistema de comércio multilateral e aberto, o que, na visão dele, também interessa aos EUA.

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O ministro classificou a relação com Washington como “muito forte” e afirmou que há “oportunidade econômica” para outros países que desejem fechar acordos comerciais com Nova Délhi.

“Acho que será um benefício mútuo, não apenas para a UE, mas também para os Estados Unidos e outros”, disse.

Apesar do avanço das negociações, o cenário é de tensão.

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O governo Donald Trump mantém tarifas punitivas tanto sobre a União Europeia quanto sobre a Índia: produtos europeus pagam 15% para entrar nos EUA, enquanto importações indianas enfrentam uma alíquota de 50%, em parte devido às compras de petróleo russo por Nova Délhi.

O presidente americano ainda não reagiu publicamente ao acordo Índia-UE.

No fim de semana, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, criticou o tratado entre europeus e indianos, lembrando que os EUA “fizeram sacrifícios maiores” ao impor tarifas de 25% à Índia por causa do petróleo russo.