Ministro da Fazenda diz que juros pagos pelo Tesouro são muito altos

Taxa de juros implícita chegou a 13,2% no acumulado em 12 meses para a dívida bruta, o maior patamar desde novembro de 2016

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O ​ministro da Fazenda, ​Dario Durigan, disse nesta quarta-feira ​que ⁠as ​taxas de ⁠juros de ​longo prazo pagas pelo Tesouro ‌Nacional para rolar a dívida pública brasileira são muito ‌altas, ​algo inaceitável e ‌que precisa ser solucionado.

– O Tesouro Nacional, que é quem mais tem condição de pagar um título no país, tem hoje uma conta muito grande de pagar, com juro alta, isso é inaceitável – afirmou, em evento do setor de saúde.

Como mostrou O GLOBO nesta quarta-feira, a alta da taxa básica de juros, os “prêmios” cobrados pelos investidores em razão das incertezas externas e fiscais e a série de programas de crédito lançados pelo governo têm elevado o custo efetivo da dívida pública para os maiores patamares em uma década e ampliado as pressões sobre as contas públicas do país.

A chamada taxa de juros implícita, que é uma medida calculada pelo Banco Central (BC) para capturar o custo total do endividamento do governo, chegou a 13,2% no acumulado em 12 meses para a dívida bruta, o maior patamar desde novembro de 2016.

Esse indicador leva em conta também a composição da dívida pública, que contém títulos atrelados à Selic, prefixados, ligados à inflação, cambiais, entre outros compromissos do governo.

– Eu sempre digo que nunca podemos abaixar a guarda e achar que o trabalho está resolvido, porque não está – afirmou o ministro.

Segundo ele, há uma “grande milha final” para cumprir no futuro, citando um compromisso de trajetória sustentável das contas públicas e os juros.

– O papel do governo brasileiro é seguir avançando, sem arroubos, achando que tem bala de prata, para que a gente resolva essa milha final. É preciso que continue trabalhando no próximo governo para resolver essa questão.