Relatório Focus

Mercado financeiro vê queda de 5,11% do PIB em 2020 e aumenta para 1,94% projeção para IPCA

Projeções dos economistas consultados pelo BC apontam para taxa básica de juros a 2% em dezembro de 2020, com dólar a R$ 5,25

SÃO PAULO – O mercado financeiro voltou a revisar para cima as projeções para o desempenho da economia brasileira e agora vê uma queda de 5,11% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, ante estimativa anterior de contração de 5,31%. Os dados são do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, na manhã desta segunda-feira (14).

De acordo com o levantamento, passados os fortes impactos da pandemia de coronavírus, a atividade deverá crescer 3,50% no país em 2021, em linha com o esperado anteriormente.

Em meio às discussões sobre o aumento do preço dos alimentos, os economistas consultados pelo BC aumentaram suas projeções para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 1,78% para 1,94%, em 2020. Para 2021, a estimativa para o indicador foi de 3,00% para 3,01%.

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O destaque da semana fica com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que irá decidir na quarta-feira (16) o rumo da taxa básica de juros no país.

A expectativa, segundo os economistas ouvidos pela autoridade monetária, é de que a Selic permaneça no patamar atual, de 2,00% ao ano, até dezembro.

Já em 2021, o espaço para a alta dos juros deverá ser menor, segundo o Focus, com a Selic subindo a 2,50%, ante estimativa anterior de alta para 2,88% ao ano.

Por fim, no câmbio, as estimativas se mantiveram em dólar a R$ 5,25 este ano, e em R$ 5,00, em 2021.

Top 5

Entre os economistas consultados pelo BC que mais acertam as previsões, reunidos no grupo “Top 5 médio prazo”, as projeções para câmbio, Selic e inflação foram modificadas.

Agora, a expectativa do grupo é de que a taxa básica de juros encerre o ano a 2,00% (ante 1,88% na semana passada), e permaneça neste patamar até dezembro de 2021.

Para a inflação, as estimativas subiram de alta a 1,64% para 1,95%, neste ano, e de 3,00% para 3,20%, no próximo.

Já no câmbio, os economistas do top 5 veem o dólar a R$ 5,34, em dezembro, ante R$ 5,30, e a R$ 5,10, ao fim do próximo ano, frente estimativa anterior de R$ 5,20.

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