Índice de incerteza econômica recua em julho, com dados de inflação mais leves

Indicador de Incerteza da Economia, da FGV/Ibre, recuou 1,9 ponto em julho, para 109,4 pontos; recuo foi influenciado pela menor dispersão nas previsões de mercado para as taxas de juros nos próximos 12 meses

Roberto de Lira

(Shutterstock)
(Shutterstock)

Publicidade

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,9 ponto em julho, para 109,4 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, a queda foi de 2,6 pontos, para 110,5 pontos, informou nesta sexta-feira (31) o FGV/Ibre.

Fonte: FGV/Ibre

Segundo Anna Carolina Gouveia, economista do FGV/Ibre, o recuo no índice foi influenciado pela menor dispersão nas previsões de mercado para as taxas de juros nos próximos 12 meses. “Ao longo de julho, as expectativas de curto prazo da inflação passaram a melhorar, alinhadas com o resultado mais favorável dos últimos dados de preço, em especial dos alimentos, propiciando uma maior convergência das previsões dos especialistas para a trajetória futura da Selic”, explicou em nota.

Mas Gouveia adverte que, apesar desse resultado favorável, ainda há cautela do mercado em relação a essas variáveis.

Leia também: “Prévia do PIB” de maio comprova perda de potência da atividade econômica

“Com isso, o IIE-Br retorna a um patamar moderado de incerteza e pode oscilar em torno desse nível nos próximos meses, embora haja algum risco de alta à medida que se aproximam as eleições presidenciais”, afirmou.

Dentro do indicador geral, o componente de Mídia do IIE-Br recuou 0,5 ponto, para 108,8 pontos, contribuindo negativamente com 0,4 ponto para o resultado agregado. Essa métrica é baseada na frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online.

Já o componente de expectativas (IIE-Br Expectativa), que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, recuou 6,8 pontos no mês, passando a 107,7 pontos e contribuindo negativamente com 1,5 ponto para a queda do IIE-Br.