Combate ao coronavírus

iFood faz doação de R$ 5 milhões para construção de nova fábrica do Butantan

Segundo o Instituto Butantan, a capacidade de produção com a nova fábrica será de 100 milhões de doses anuais da CoronaVac

Aplicativo do iFood

SÃO PAULO – Um dos planos do Instituto Butantan para aumentar a capacidade de produção da CoronaVac – vacina desenvolvida pela parceria entre o instituto e a farmacêutica chinesa Sinovac – é a construção de uma nova fábrica de 10 mil metros quadrados no complexo do instituto, que fica na Zona Oeste da capital paulista.

Para operacionalizar a construção dessa fábrica, o governo paulista conta com a ajuda financeira de empresas privadas – entre elas, o iFood. Fabricio Bloisi, presidente do iFood, esteve presente em uma reunião com o governador do estado, João Doria (PSDB), no último dia 28, e confirmou a doação.

Em nota enviada ao InfoMoney, a empresa de delivery disse que irá doar R$ 5 milhões para a construção da fábrica, que deve ser concluída no final de setembro deste ano, segundo informações do governo estadual. O orçamento total da obra é de cerca de R$ 160 milhões.

Ainda de acordo com o Butantan, a nova fábrica daria ao instituto a autonomia na produção da vacina em todas as suas fases, desde o desenvolvimento do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) ao envase e distribuição das doses. A capacidade de produção do instituto com a nova fábrica é de 100 milhões de doses anuais da CoronaVac, além da produção de doses de outras vacinas do instituto, como a contra a influenza, por exemplo.

“A fábrica terá a sua fase de construção até setembro e depois ela entra na qualificação. Na qualificação, começa a operar para receber o certificado de boas práticas de fabricação. Recebendo esse certificado, que deve acontecer até o final de 2021, a fábrica inicia a produção da vacina. E produzirá a dose do começo ao final, que é a entrega ao consumidor”, explicou Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, em coletiva de imprensa realizada em novembro de 2020.

Segundo Doria, os recursos destinados à construção dessa fábrica são provenientes de doações da iniciativa privada ao estado. Segundo informações do Butantan, até o momento, foram arrecadados R$ 130 milhões com doações de 24 empresas, dos mais diversos setores da economia.

As doações estão sendo coordenadas pela organização social Comunitas, com o apoio da Invest-SP, e serão auditadas pela empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers.

O InfoMoney entrou em contato com o Butantan para saber quais foram as outras empresas que realizaram doações ao instituto para a construção de uma nova fábrica e os respectivos valores dessas doações, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Doação para a Fiocruz

Ainda de acordo com a nota do iFood, a empresa deve sinalizar ao governo federal dentro dos próximos dias o interesse de realizar uma doação no mesmo montante à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para modernização e construção de um novo espaço fabril para a produção de vacinas.

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Assim como o Butantan, a Fiocruz possui um contrato de transferência tecnológica (saiba mais sobre esse complexo processo aqui) com a farmacêutica Astrazeneca e será responsável por produzir a vacina de Oxford em território nacional. No caso do instituto paulista, o contrato é com a Sinovac.

Vacinação para entregadores

Ainda na nota do iFood, o presidente da companhia defendeu ao governador de São Paulo a inclusão dos entregadores de delivery em um próximo grupo prioritário de vacinados. Nas resoluções do Programa Nacional de Vacinação (PNI), não há nenhuma recomendação de prioridade para a classe profissional até o presente momento. A inclusão desses trabalhadores nos grupos prioritários também não foi comentada pela administração paulista.

Atualmente, a campanha de vacinação é voltada apenas a profissionais da saúde, idosos que morem em asilos, indígenas e quilombolas. Esses grupos são priorizados devido ao maior risco e complicações em decorrência da Covid-19 e ao grau de exposição à doença, no caso dos profissionais da saúde. O governo do estado de São Paulo anunciou nesta-sexta feira que a vacinação para idosos maiores de 90 anos se inicia apenas no dia 8 de fevereiro

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