Combate ao coronavírus

Estado de São Paulo iniciará vacinação em idosos a partir do dia 8 de fevereiro

Segundo João Doria (PSDB), governador de São Paulo, idosos dessa segunda fase de imunização correspondem a 515 mil pessoas no estado

Governador de SP, João Doria, com caixa da vacina CoronaVac (REUTERS/Amanda Perobelli)

SÃO PAULO – Nesta sexta-feira (29), João Doria (PSDB), governador do estado de São Paulo, anunciou as datas para a próxima fase de vacinação contra Covid-19, pelo Plano Estadual de Imunização. Segundo o governador, a vacinação para idosos acima de 90 anos será iniciada no dia 8 de fevereiro. Em seguida, a partir do dia 15 de fevereiro, começa a imunização dos idosos de 85 a 89 anos.

Segundo Doria, os idosos da segunda fase de imunização correspondem 515 mil pessoas no estado e representam um dos grupos que mais têm chances de complicações em decorrência da Covid-19.

Na primeira fase de imunização, apenas profissionais da saúde, indígenas, quilombolas e idosos que moram em asilos foram vacinados em São Paulo e no Brasil, seguindo as diretrizes impostas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

Doses entregues ao Ministério da Saúde

Para dar andamento à vacinação no país e especificamente no estado de São Paulo, o governador também anunciou que o Instituto Butantan entrega nesta sexta-feira mais 1,8 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde. A CoronaVac é a vacina produzida pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Do 1,8 milhão de doses, o quantitativo respectivo ao estado de São Paulo é de 410 mil. Com essas novas vacinas, o governo paulista deve finalizar a primeira fase da imunização e começar a segunda fase.

“80% de todas as vacinas disponíveis no país foram fornecidas pelo Butantan. Ou seja, oito em cada dez brasileiros são vacinados com a CoronaVac”, ressaltou o governador durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

O 1,8 milhão de doses que será entregues ao Ministério da Saúde faz parte do montante de 4,8 milhão de doses aprovado em 22 de janeiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Butantan já havia entregue 900 mil doses no dia em que a CoronaVac foi aprovada pela Anvisa (17 de janeiro), e mais 6 milhões de vacinas ao Ministério da Saúde para o início da vacinação nacional (18 de janeiro).

O cronograma firmado em contrato com o Ministério da Saúde previa a entrega de 8,7 milhões de doses da vacina até 31 de janeiro, totalizadas com a entrega anunciada nesta sexta-feira. Até abril, serão 46 milhões de imunizantes.

O Instituto Butantan negocia junto ao Ministério da Saúde um segundo pedido de doses a partir de abril, correspondente a um adicional de 54 milhões de doses. Segundo Dimas Covas, presidente do Butantan, o contrato com o ministério deve ser assinado na próxima terça-feira (5). No mesmo dia, deve chegar ao Brasil a matéria-prima para produzir 5,5 milhões de vacinas da CoronaVac no Butantan.

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“É uma boa notícia, uma notícia que todos nos aguardávamos”, completou disse Covas, informando que recebeu a notícia do responsável pelo departamento logística do Ministério da Saúde.

Mais de 300 mil vacinados em São Paulo

Regiane de Paula, coordenadora de controle de doenças da Secretaria de Saúde do Estado, explicou que a secretaria de Saúde do Estado de São Paulo divulgou uma nova resolução nesta sexta-feira, que obriga a todos os serviços de saúde do estado a abastecerem diariamente os números de vacinados no estado pelo portal Vacivida, ferramenta digital usada por unidades de vacinação para incluir dados da campanha de imunização no estado.

Segundo os últimos números do Vacinômetro, ferramenta digital desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) que permite a qualquer pessoa acompanhar em tempo real o número de vacinados no estado, até às 13h55 desta sexta-feira, 334.117 pessoas foram vacinadas em São Paulo.

Reclassificação do Plano SP

A próxima reclassificação geral do Plano São Paulo está marcada para a próxima sexta-feira (5). Mesmo assim, a gestão paulista divulgou uma nova classificação do programa de flexibilização de atividades imposto pelo governo do estado desde o início da pandemia.

O programa divide o estado em regiões, e cada uma delas é classificada em uma fase. São cinco delas, que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (Vermelha) a etapas identificadas como controle (Laranja), flexibilização (Amarela), abertura parcial (Verde) e normal controlado (Azul).

Como explicou Patrícia Ellen, Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, a melhora de alguns indicadores nas regiões de Sorocaba e Presidente Prudente permitiram quem as regiões avançassem da Fase Vermelha, mais restritiva, para a Fase Laranja.

Por outro lado, a região de Ribeirão Preto, com a piora dos indicadores de internações e taxa de ocupação de UTI, regrediu da Fase Laranja para a Fase Vermelha.

O governo paulista manteve a regra de colocar todo o estado na Fase Vermelha durante os finais de semana e entre 20h e 6h durante o restante da semana.

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Na Fase Vermelha, apenas serviços essenciais podem operar, como mercados, farmácias, padarias, postos de combustível, entre outros. Bares, restaurantes e o comércio no geral deve ficar fechado. Já na Fase Laranja, todos os setores de comércio e serviços passam a ser permitidos. A exceção é o atendimento presencial em bares, que continua proibido. A capacidade de ocupação deve ser mantida em 40% em todos os setores, com funcionamento máximo de apenas seis horas por dia.

Na última reclassificação do Plano SP, o governo estadual tornou a Fase Laranja mais permissiva.

Confira a atualização dos critérios abaixo:

Atualização dos critériosComo eraComo passa a ser
Endurecimento para avançar para a Fase VerdeRegião precisa alcançar 40 internações e cinco óbitos a cada 100 mil habitantes nos últimos 14 diasRegião precisa alcançar 30 internações e três óbitos a cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias
Endurecimento para classificação na Fase LaranjaParâmetro de taxa de ocupação UTI para Fase Laranja: 75%Parâmetro de taxa de ocupação UTI para Fase Laranja: 70%
Mudança dos indicadores de evolução da pandemiaIndicadores de variação para casos, óbitos e internações, com parâmetros para todas as fases; indicadores de incidência para casos, internações e óbitos com parâmetros para as fases vermelha, laranja, amarela e verdeIndicadores de incidência para internações e óbitos, com parâmetros para fase verde

Sem Carnaval em 2021

Também durante a coletiva, a gestão estadual confirmou que o ponto facultativo do carnaval deste ano está oficialmente cancelado no estado. Como explicou Doria, a decisão vale para o todo o estado e também para a capital paulista. A recomendação foi do Centro de Contingência do Coronavírus, grupo de médicos e especialistas que coordena a resposta estadual à pandemia.

“Tomamos essa decisão porque entendemos ser o mais correto pela saúde, para seguir com o arrefecimento da pandemia por todo o estado de São Paulo”, disse Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, na coletiva. “As prefeituras também têm essa prerrogativa, no que tange aos serviços municipais. A prefeitura municipal da capital de São Paulo já suspendeu o ponto facultativo.”

Procurada pelo InfoMoney, a B3, Bolsa de Valores brasileira, informou que manterá os dias 15 e 16 como feriado e não realizará operações nesses dois dias. “A B3 já divulgou, desde o ano passado, o calendário de feriados para 2021 e 2022. As informações estão no nosso site. Não haverá negociação na B3 nos dias 15 e 16 de fevereiro”, diz a Bolsa de Valores brasileira em nota.

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