São Paulo com 1 milhão de vacinados

Governo de SP divulga novas datas para vacinação de idosos com mais de 85 anos e mais de 80 anos; confira

O governo paulista informou que idosos a partir de 80 anos começarão a receber primeiras doses no dia 1º de março

(Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)

SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (10), João Doria (PSDB), governador do estado de São Paulo, anunciou que a vacinação contra Covid-19 para idosos terá novas datas.

A vacinação para idosos com 85 anos de idade ou mais será antecipada para a próxima sexta-feira (12). Originalmente, esse grupo iria receber as doses apenas na segunda-feira (15). Segundo os números apresentados pelo governador, 309 mil idosos no estado serão contemplados nessa fase da campanha de imunização do estado.

Além de adiantar o início da vacinação para idosos com 85 anos de idade ou mais, o governador informou também que os idosos com 80 anos de idade ou mais começarão a receber as primeiras doses no dia 1º de março.

Como explicou a Regiane de Paula, coordenadora de controle de doenças da Secretaria Estadual da Saúde, além da antecipação dessas vacinações, a segunda dose para os primeiros grupos vacinados no estado de São Paulo (trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas) começará a ser aplicada nesta semana.

“Estamos antecipando a vacinação porque conseguimos, com a logística, entregar as vacinas do Butantan para todos os 645 municípios do estado. E no dia primeiro de março, com a entrega de mais vacinas a partir do dia 23 de fevereiro, vamos imunizar as pessoas com idade entre 80 e 84 anos, no total de 563 mil novos idosos vacinados”, explicou Regiane durante coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Confira abaixo as novas datas para a campanha de vacinação no estado:

Público alvoData de inícioQuantitativos
Trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas17 de janeiro1,6 milhão
90 anos ou mais8 de fevereiro206 mil
85 a 89 anos12 de fevereiro309 mil
80 a 84 anos1 de março563 mil

Como e onde receber a vacina contra Covid-19

Para receber as doses contra a Covid-19, o idoso deve se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência e apresentar o CPF, a carteira de vacinação e o Cartão SUS, se tiver. Pessoas que tiverem restrição de mobilidade serão vacinadas em casa. Na capital paulista, além dos postos de vacinação, o governo municipal disponibilizou cinco locais em que os idosos poderão ser vacinados sem sair do carro, no sistema drive-thru, e em quatro centros-escolas.

Na capital, os postos de drive-thru serão montados na Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu (Zona Oeste); Neo Química Arena Corinthians (Zona Leste); Autódromo de Interlagos – Rua Jacinto Júlio, Portão EHN (Zona Sul); Centro de Exposições do Anhembi – Rua Olavo Fontoura, portão 38 (Zona Norte); Igreja Boas Novas – Rua Marechal Malet, 611, Parque da Vila Prudente (Zona Leste).

Os quatro centros-escolas são o da Barra Funda, na Av. Dr. Abrahão Ribeiro, 283; da Vila Mariana, na Rua Ambrosina de Macedo, 94; do Centro-Escola Geraldo de Paula Souza, na Av. Dr. Arnaldo, 925; e do Centro-Escola Samuel Barnsley Pessoa – Butantã, na Av. Vital Brasil, 1.490.

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A vacinação nos drive-thrus ocorrerá de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Nas UBSs e nos centros-escolas, das 7h às 19h.

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São Paulo tem 1 milhão de vacinados

Junto com o anúncio da antecipação da campanha de vacinação estadual para os idosos, o governo paulista também informou que o estado chegou a um milhão de doses da CoronaVac aplicadas. A CoronaVac é a vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Segundo os últimos números do Vacinômetro, ferramenta desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) que permite acompanhar em tempo real o número de vacinados no estado, 1.061.494 pessoas foram vacinadas em São Paulo até as 13h25 desta quarta-feira.

Jean Gorinchteyn, secretário estadual da saúde, comemorou o número atingida pela campanha de vacinação do estado e informou que o ritmo de vacinação em São Paulo já é quatro vezes maior do que o registro de novos casos.

“Esse é um momento de grande esperança. Precisamos continuar a vacinação e também a prevenção. Desde o dia 17 de janeiro [início da vacinação em São Paulo], tivemos 260 mil novos casos, portanto, quatro vezes mais vacinados do que isso. A velocidade da vacinação é maior do que a da pandemia. Vacinaremos ainda mais com essa chegada dos novos insumos”, explicou o secretário, em referência ao novo lote de insumos que chegou da China nesta manhã em São Paulo.

Gorinchteyn, no entanto, pediu mais atenção dos municípios para registar na plataforma Vacivida todas as novas imunizações que ocorrerem. O Vacivida é uma ferramenta digital criada pelo governo estadual para monitoramento da campanha e permite que os estados compartilhem, em tempo real, a aplicação das doses e números de novos imunizados. “Precisamos acompanhar e monitorar esses vacinados durante o período entre a primeira e a segunda dose”, completou Gorinchteyn.

São Paulo entra com ação no STF contra o Governo Federal

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O governador João Doria também informou que, na manhã desta quarta-feira, o governo de São Paulo ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para obrigar o Governo Federal a retomar a ajuda para custear mais de 3 mil leitos de UTI no estado.

Na última sexta-feira (5), o governador já havia denunciado que o Ministério da Saúde tinha desmobilizado mais de 3 mil leitos de UTI voltados a pacientes da Covid-19 no estado. Segundo o governador, na prática, a pasta deixa de pagar esses leitos, aumentando diretamente o custo para estados e municípios.

“Lamentavelmente, o Ministério da Saúde está desabilitando leitos de UTI. Não só no estado de São Paulo, mas em praticamente todos os estados brasileiros, em plena pandemia, no segundo pico da doença no país”, afirmou Doria.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o estado possui, atualmente, 5.851 pacientes internados em leitos de UTI. Como explicou o governador, a procuradoria do estado aguardou um posicionamento da pasta até a última terça-feira (9). Como não houve resposta por parte do ministério, o governo estadual decidiu judicializar a questão, recorrendo à Suprema Corte.

“Estamos exigindo que o Ministério da Saúde passe a custear imediatamente 3.258 leitos que estão em funcionamento e que deixaram de ser pagos pelo governo federal desde dezembro. Hoje, o estado paga integralmente por esses leitos. Nós não vamos deixar ninguém para trás. A obrigação do Ministério da Saúde precisa ser cumprida”, continuou Doria.

Com base nos números apresentados pela administração paulista, em dezembro, o Ministério da Saúde custeava 3.822 leitos. Hoje, custeia apenas 564 leitos.

“Embora a Procuradoria entenda que os três entes da federação tenham competência para atuar na área da saúde, compete à União promover e planejar em caráter permanente e zelar pela saúde de todos os brasileiros. A partir do momento em que a União deixa de custear esse auxílio, o custeio fica só com os estados e municípios”, explicou Lia Porto Corona, procuradora-geral do estado de São Paulo.

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