Imunização contra o coronavírus

Governo de SP anuncia novas datas de vacinação contra a Covid-19; próximo grupo será de idosos de 75 a 76 anos

O estado atingiu 80% de ocupação de UTIs para tratamento da Covid-19, um novo recorde; governo diz que vai construir 11 novos hospitais de campanha

(REUTERS/Amanda Perobelli)

SÃO PAULO – A vacinação contra Covid-19 de idosos de 75 e 76 anos de idade começa no dia 15 de março, anunciou nesta segunda-feira (8) o governo de São Paulo. Existem 420 mil pessoas nessa faixa de idade no estado.

O governo paulista iniciou sua campanha de imunização no dia 17 de janeiro, vacinando primeiro trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas. Depois dos idosos com 90 anos de idade ou mais, e dos idosos com 85 anos de idade ou mais, os idosos entre 80 e 84 anos foram vacinados em 27 de fevereiro. Na última quarta-feira (3), o estado começou a imunizar a população com 77 a 79 anos de idade. Segundo informações do estado, essa quinta fase de vacinação deve imunizar 430 mil pessoas.

Segundo Regiane de Paula, coordenadora de controle de doenças da Secretaria Estadual da Saúde, ao todo 3,528 milhões de pessoas serão vacinadas após a conclusão da imunização de idosos entre 75 e 76 anos de idade.

Segundo os últimos números do Vacinômetro, ferramenta digital desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) que permite acompanhar em tempo real o número vacinas aplicadas no estado, cerca de 3,3 milhões de pessoas já foram imunizadas até as 13h20 desta segunda-feira (8). 2.446.971 receberam apenas a primeira dose, enquanto 842.770 já receberam a segunda aplicação.

CoronaVac: mais 1,7 milhão de doses

O Instituto Butantan entrega também nesta segunda-feira (8) 1,7 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde, com posterior inclusão no Programa Nacional de Imunização (PNI). A CoronaVac é a vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o Butantan já entregou 16,1 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde. Até o final de abril, serão 46 milhões de doses entregues ao Ministério da Saúde – número previsto no primeiro acordo firmado entre o Instituto Butantan e a pasta. O Ministério da Saúde também comprou outras 54 milhões de doses, totalizando 100 milhões de doses da CoronaVac para o país. Essas 54 milhões de doses deverão ser entregues até 30 de agosto.

Ao completar 100 milhões de doses de vacinas entregues aos brasileiros, São Paulo comprará mais 30 milhões de doses da CoronaVac exclusivamente para a vacinação no estado. “Estamos também negociando compras adicionais de vacinas. Uma dessas formas é junto com outros governadores, para a compra da Sputnik V [vacina russa contra a Covid-19]. Nós solicitamos 20 milhões dessas doses para São Paulo”, disse Doria. “As outras negociações são individualizadas e não podemos revelar.”

Novo recorde de internações em UTIs

São Paulo já registrou 61.584 óbitos pela Covid-19. O estado atingiu mais um recorde de ocupação de leitos hospitalares para tratamento da Covid-19, com 80% de ocupação nas unidades de terapia intensiva (UTIs). Na cidade de São Paulo, o percentual é de 81,2%. São 8.472 pessoas internadas em UTI por Covid-19 no estado. O número de internações nesta semana epidemiológica superou em 19% o visto na semana epidemiológica anterior

O governo de São Paulo abrirá 11 novos hospitais de campanha. Esses hospitais garantirão 280 leitos, metade deles sendo unidades de terapia intensiva (UTIs). Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde, afirmou que novos números de leitos devem ser anunciados ainda nesta semana.

São Paulo na Fase Vermelha

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Todo o estado de São Paulo entrou na Fase Vermelha no último sábado (6). A Fase Vermelha no estado deve durar 14 diasentre os dias 6 e 19 de março.

Regiões na Fase Vermelha devem fechar todo o comércio e manter em funcionamento apenas serviços considerados essenciais, como abastecimento e logística, comunicação social, construção civil, educação, farmácias e hospitais, mercados e padarias, postos de combustíveis, transporte coletivo e segurança pública. Restaurantes podem operar no formato de delivery.

A Fase Vermelha é a fase mais restritiva imposta pelo Plano São Paulo, programa de controle da pandemia imposto pelo governo estadual, que condiciona a reabertura econômica aos índices de novos casos, internações e óbitos por Covid-19 nas regiões do estado.

O Plano SP divide o estado em regiões e cada uma delas é classificada em uma fase. São cinco, que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (Vermelha) a etapas identificadas como controle (Laranja), flexibilização (Amarela), abertura parcial (Verde) e normal controlado (Azul).

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