Líderes globais

Fórum Econômico Mundial volta ao presencial em Davos; Guedes tem agenda na segunda

Guedes se reunirá com executivos e participará de debates, um sobre ESG e outro sobre aumento do endividamento mundial

Por  Equipe InfoMoney -

Em meio aos Alpes suíços, a cidade de Davos começou a receber neste final de semana os 2,5 mil participantes do Fórum Econômico Mundial, que volta a ser presencial depois de dois anos de pandemia. A abertura oficial será neste domingo, com um jantar oferecido por Klaus Schwab, o fundador e atual chairman da organização que faz o evento.

A expectativa é receber 50 chefes de Estados, porém o mais esperado não estará pessoalmente. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falará por vídeo – a partir das 6h15 (pelo horário de Brasília), em conversa conduzida por Schwab –, mas seu ministro da Economia, Serhiy Marchenko, irá a Davos para alguns eventos.

Envolvida numa guerra mais longa do que esperada e com implicações geopolíticas para a Europa e o mundo, a Ucrânia será tema não só de eventos oficiais dentro do Fórum, mas também de encontros paralelos, realizados nos hotéis da cidade.

Em um deles, a discussão é o plano de reconstrução da Ucrânia, que contará com Marchenko e também com o prefeito de Kiev, Vitaliy Klitschko. No domingo à noite, cinco deputadas ucranianas participam de um painel para falar da resistência do país à invasão russa. Com quase três meses, o conflito contra os russos devastou a economia ucraniana e elevou a inflação pelo mundo.

Outro evento esperado é o que terá a participação do veterano Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, em uma conversa liderada por Schwab.

Agenda: Fórum Econômico Mundial

Nesta edição, o Brasil, junto com Indonésia, Arábia Saudita e União Europeia, está entre os países e regiões com painéis de debates exclusivos.

O Brasil estará representado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e, em sua agenda, estão previstas reuniões sobre crescimento sustentável, parcerias econômicas com a Ásia e o Pacífico, perspectivas da conjuntura econômica global e parcerias econômicas na América Latina.

“Guedes vai apresentar o Brasil como destino privilegiado para investimentos e como um país destacado para soluções de segurança energética e alimentar internacional”, diz nota do ministério da Economia.

Paulo Guedes em Davos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, terá em Davos uma reunião com Martin Escobari, copresidente da gestora General Atlantic e chefe das operações na América Latina do fundo de private equity, que administra US$ 86 bilhões.

A reunião com Escobari está marcada para esta segunda-feira (23), às 19h pelo horário local (14h de Brasília). A General Atlantic tem feito investimentos regulares no Brasil e é um dos acionistas do banco digital Neon. Na semana passada comprou um bloco de ações da Locaweb em leilão na B3.

Após Escobari, Guedes participa de um jantar do BTG Pactual, que acontece em um hotel em evento paralelo ao Fórum Econômico Mundial. O banqueiro André Esteves, que em abril voltou ao comando do conselho do banco, está participando do evento.

Em Davos, Guedes participa ainda de dois debates do Fórum, um sobre ESG (sigla em inglês para práticas de governança, sociais e ambientais) na terça-feira (24) e outro sobre aumento do endividamento mundial, na quarta-feira (25).

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Segurança

Ao contrário de outros anos, essa edição não acontece em janeiro, quando a região está coberta pela neve, mas a forte segurança é semelhante nas ruas centrais, algumas fechadas com estruturas de concreto e o patrulhamento de várias viaturas.

Circulando, apenas transporte público e os grandes carros escuros das delegações. Na rua em frente ao local do Congresso, só fica quem tem a credencial.

Apesar de todo o reforço, não há manifestantes pela cidade, como já ocorreu em edições anteriores do evento, que leva para os Alpes suíços chefes de estado, economistas e empresários do mundo todo.

Em tempo de pandemia, o fórum exigiu um pré-teste de covid de todos os participantes e um novo teste a cada 24 horas, feitos em dois centros pelo local do Congresso.

O resultado do teste é ligado à credencial, ou seja, se der positivo, o acesso é negado. (Com Estadão Conteúdo)

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