Preços em alta

CPI: Inflação ao consumidor nos EUA sobe 1,3% em junho, acima do esperado

A estimativa era de uma alta de 1,1% na comparação mensal para a inflação e de 0,6% para o núcleo, segundo o consenso Refinitiv

Por  Equipe InfoMoney -

O índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) subiu 1,3% em junho na comparação com maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho americano. Na comparação com junho de 2021, a alta foi de 9,1%.

Já o núcleo de inflação, que exclui alimentos e energia (cujos preços são mais voláteis), subiu 0,7% na comparação mensal e 5,9% na anual.

A estimativa era de uma alta de 1,1% na comparação mensal para a inflação e de 0,6% para o núcleo, segundo o consenso Refinitiv. Na base anual, a projeção era de 8,8% para o índice “cheio” e 5,7% para o núcleo.

Os investidores aguardavam os dados de inflação para avaliar como eles reforçavam as argumentações a favor de outro forte aumento dos juros no país neste mês, em meio às expectativas crescentes de um novo aumento das taxas pelo Federal Reserve em 0,75 ponto percentual.

Os preços ao consumidor estão subindo em meio a problemas nas cadeias de fornecimento globais e estímulos fiscais maciços do governo adotados no início da pandemia da Covid-19.

A guerra em curso na Ucrânia, que causou um pico nos preços globais de alimentos e combustíveis, agravou a situação.

Os preços da gasolina nos EUA atingiram níveis recordes em junho, ficando em média acima de 5 dólares por galão, de acordo com dados da Associação Automobilística Americana (AAA).

Desde então, eles caíram em relação ao pico do mês passado e estavam em média em US$ 4,631 por galão na quarta-feira, o que pode aliviar parte da pressão sobre os consumidores.

Os dados da inflação foram divulgados após relatório que mostraram crescimento do emprego mais forte do que o esperado em junho. A economia norte-americana criou 372 mil vagas de trabalho no mês passado, informou o governo na sexta-feira.

O aperto do mercado de trabalho também é destacado pelo fato de que havia quase dois empregos para cada desempregado no final de maio. O Fed quer esfriar a demanda para reduzir a inflação para sua meta de 2%.

Havia a expectativa de que uma mudança nos gastos de bens para serviços ajudaria a esfriar a inflação. Mas o mercado de trabalho muito apertado está aumentando os salários, contribuindo para o aumento dos preços dos serviços.

(com Reuters)

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