Campanha de imunização

Covid-19: São Paulo aplica 4ª dose de vacina para imunossuprimidos

Segundo a prefeitura, pessoas com mais de 18 anos e sistema imunológico enfraquecido devem receber duas doses adicionais

Por  Mariana Zonta d'Ávila -

Em meio à campanha de vacinação contra a Covid-19, o governo do estado de São Paulo já está aplicando a quarta dose da vacina em imunossuprimidos, pessoas que possuem o sistema imunológico mais enfraquecido.

Segundo a prefeitura, pessoas com alto grau de imunossupressão e mais de 18 anos devem tomar duas doses adicionais. A primeira delas deve acontecer pelo menos 28 dias após a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única).

Já a segunda dose extra deverá ser aplicada pelo menos quatro meses após a realização da primeira dose adicional, independente do imunizante aplicado.

Desde dezembro do ano passado, a terceira dose do imunizante tem sido aplicada em pessoas com mais de 18 anos que tomaram a última dose do esquema vacinal (segunda dose) há pelo menos quatro meses.

O mesmo vale para aqueles que tomaram a vacina da Janssen há pelo menos dois meses depois da 1ª dose.

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Mulheres que receberam a Janssen previamente e atualmente estão gestantes ou puérperas deverão ser imunizadas exclusivamente com imunizante da Pfizer.

Confira a recomendação de intervalo para aplicação da segunda dose:

  • Butantan (CoronaVac): 15 dias após a 1ª dose
  • AstraZeneca: oito semanas (56 dias) após a 1ª dose (excepcionalmente sendo feitas com o imunizante Pfizer, na ausência da AstraZeneca)
  • Pfizer: 21 dias após a 1ª dose
  • Janssen: de dois a seis meses após a 1ª dose (excepcionalmente sendo feitas com o imunizante Pfizer, na ausência da Janssen)
  • Pfizer Pediátrica: 56 dias ou oito semanas após a 1ª dose
  • Butantan (CoronaVac) Pediátrica: 28 dias ou quatro semanas após a 1ª dose

Vacinação de crianças

Após ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro, a vacinação contra a Covid de crianças de 5 a 11 anos começou em 17 de janeiro no estado de São Paulo. O grupo prioritário inclui pequenos com comorbidades ou deficiências físicas, além de crianças indígenas e quilombolas.

Ao todo, 4,3 milhões de crianças de 5 a 11 anos residem no estado de São Paulo. As que não têm comorbidades, segundo o calendário da secretaria de Saúde do estado, receberão a primeira dose da vacina a partir de 11 de fevereiro.

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Inicialmente, apenas a vacina pediátrica da Pfizer era autorizada pela Anvisa mas, na semana passada, a agência autorizou, em caráter emergencial, o uso da CoronaVac na vacinação de crianças e adolescentes sem comorbidades de 6 a 17 anos.

A agência concordou parcialmente com o pedido que tinha sido apresentado pelo Instituto Butantan, vinculado ao governo paulista. A aplicação da CoronaVac será em duas doses, com intervalo de 28 dias.

De acordo com o “vacinômetro” do estado de São Paulo, foram vacinadas até esta terça-feira (25) cerca de 386 mil crianças entre 5 e 11 anos.

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