Covid-19

Covas afirma que não existe segunda onda de coronavírus em SP e descarta novo lockdown

O prefeito reiterou que a cidade está em "estabilidade de evolução na pandemia" e que não vai flexibilizar nem retroceder as ações de quarentena

Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo e candidato a reeleição Visita às Obras do Conjunto Habitacional Chácara do Conde (Foto Patrícia Cruz)
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SÃO PAULO – Bruno Covas (PSDB), prefeito da cidade de São Paulo e candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (19) que não existe segunda onda de coronavírus e que a pandemia está “estável” em São Paulo. Também descartou a possibilidade de um novo lockdown na cidade, “como infelizmente alguns vêm espalhando”, afirmou.

O prefeito reiterou, por duas vezes, que a cidade de São Paulo está em “estabilidade de evolução na pandemia” e que não vai flexibilizar nem retroceder, por enquanto, ações de quarentena. “Vamos mostrar que não há segunda onda na cidade”, disse Covas.

Durante coletiva de imprensa após compromissos com a agenda da campanha eleitoral, o atual prefeito disse que em São Paulo “não há espaço para nenhum discurso extremista”, sem dar mais detalhes sobre quais discursos seriam radicais.

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Embora sustente que não há risco de segunda onda, Covas confirmou a elevação da taxa de ocupação de leitos de UTI no município. Mas justificou o aumento com a redução no número de leitos.

“Há uma estabilidade em relação ao número de casos e óbitos na cidade de São Paulo, mas há uma variação positiva em relação à taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 aqui na cidade de São Paulo”, disse Covas.

Também durante a coletiva, Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, afirmou que a rede pública da capital tem 45% de ocupação de UTIs em leitos para a covid-19, enquanto a rede privada tem 76%.

O secretário também reforçou o argumento de Covas sobre a inexistência de uma segunda onda na capital paulista. De acordo com Aparecido, o comportamento da pandemia foi diferente em relação a outros lugares como a Europa, onde o aumento de casos e óbitos ocorreu após uma grande queda nos índices.

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“O comportamento da pandemia em São Paulo e no Brasil é diferente do que foi no resto do mundo. Ainda estamos no primeiro processo, com variações constantes de óbitos e internações. Não dá para dizer que estamos em uma segunda onda”, disse Aparecido durante a coletiva.

As afirmações do prefeito e do atual secretário da saúde sobre a não existência de uma segunda onda da Covid-19 na cidade ocorrem em um momento de alta de casos e internações na capital, principalmente nos hospitais privados – informação que contradiz a visão de alguns especialistas sobre a situação da pandemia.

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Dados do consórcio de imprensa divulgados ontem à noite mostram alta de 71% na média móvel de mortes no estado de São Paulo. Até a última quarta-feira (18), o estado já havia registrado 1.184.496 casos e 40.927 mortes por covid-19. Na capital, são 387.228 casos e 14.066 óbitos, com 1% de alta na quarta-feira, segundo dados da Prefeitura.

Médicos pedem lockdown em São Paulo

São Paulo prorrogou a quarentena até 16 de dezembro, acompanhando um aumento nas internações. Segundo a Folha de S.Paulo, os hospitais municipais tinham 693 internados em decorrência da Covid-19 no dia 13 de novembro (última sexta-feira). As internações cresceram ao longo dos dias e chegaram a 814 nesta terça-feira.

O Governo de São Paulo afirmou, também na terça-feira, que as taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 48,2% na Grande São Paulo e 42,7% no Estado. Na sexta-feira, as taxas eram de 45,2% na Grande São Paulo e 41,4% no Estado.

Ainda de acordo com o jornal, um grupo de infectologistas de São Paulo enviou uma carta a amigos para alertá-los de um “aumento expressivo de casos de Covid-19 nos hospitais de São Paulo”. As instituições de saúde estariam completamente lotadas por conta de aumento de “100%” em alguns serviços.

Na carta, os médicos recomendam novamente praticar o isolamento domiciliar. “Não ir a bares, restaurantes e festas. Não organizem encontros ou eventos sociais. Acreditamos que vocês estejam cansados de tudo isso, mas lembrem-se que nós estamos MUITO mais…. e ainda estamos vendo pessoas morrerem, famílias inteiras contaminadas, e os casos aumentando progressivamente sem nenhuma medida sendo tomada por parte dos governos”, escrevem.

O Jornal Nacional, noticiário da TV Globo, afirmou que o aumento de internações também pode ser visto em hospitais privados. O Albert Einstein, em São Paulo, tinha visto uma média de 50 a 55 pacientes internados por Covid-19 nos últimos três meses. O número começou a subir e foi para 68 na última sexta-feira (13). A ocupação de leitos por conta da doença chegou a 93 na última terça-feira (17).

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