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O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nobrega disse nesta quinta-feira, 28, que a Constituição de 1988 é a raiz dos problemas fiscais do Brasil e foi o maior desastre econômico da história.
Ele também destacou que a situação das contas públicas ficou insustentável, empurrando o País a uma crise fiscal sem precedentes na falta de perspectiva de propostas de ajustes no debate eleitoral.
“Nós festejamos a Constituição de 88 pelo lado das instituições da democracia, o seu contrapeso, mas foi o maior desastre econômico da história, que até hoje ecoa no Brasil”, comentou Maílson, durante o Pine Macro Day, fórum promovido pelo banco Pine, onde ele é membro do Conselho de Administração.
Segundo o ex-ministro, a ideia que prevaleceu na Constituição foi de reduzir as desigualdades e a pobreza por meio de aumento do gasto público.
Ao contrário da China, que escolheu um modelo de crescimento baseado em ganhos de produtividade, o Brasil, comparou Maílson, optou pelo gasto público em programas sociais, o que levou a uma deterioração fiscal que estrangulou os investimentos.
Assim, enquanto os Estados Unidos cresceram 37% nos últimos doze anos, o Brasil cresceu 15% no mesmo período, salientou o ex-ministro. Citando as previsões da equipe econômica de que todo o espaço para gastos do orçamento vai ser tomado por despesas obrigatórias no ano que vem, Maílson afirmou que a situação fiscal se tornou insustentável e está se aproximando de um ponto de ruptura. “A hora da verdade está chegando”, assinalou.
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Ele disse, porém, que não há perspectiva de o ajuste fiscal entrar no debate das eleições deste ano, o que pode levar o Brasil a uma crise fiscal, com consequente recessão econômica.
