Pandemia

Aulas presenciais voltam em agosto em SP; começa cadastro de voluntários para testes da Butanvac

Critério adotado será a capacidade física das escolas em manter o distanciamento de um metro entre as pessoas

Escola, sala de aula
Escola, sala de aula

SÃO PAULO – As aulas presenciais serão ampliadas em agosto no estado de São Paulo, deixando de se pautar por um limite percentual de capacidade. A informação foi dada nesta quarta-feira (16), durante coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

As aulas têm sido progressivamente retomadas nas escolas desde setembro de 2020. Em março, as escolas foram apenas para os mais vulneráveis. Em abril, elas puderam ter aulas até uma capacidade de 35% da original.

A partir do dia 1º de agosto, não haverá mais percentual regulador. O critério adotado será a capacidade física das escolas em manter o distanciamento de um metro entre as pessoas. Continua sendo opcional para as famílias mandarem os estudantes para aulas presenciais.

A ampliação das aulas presenciais acompanha a vacinação dos profissionais de educação. Em 10 de abril, começou a imunização de profissionais da educação com mais de 47 anos de idade. Em 12 de maio, foi a vez de profissionais da educação com comorbidades. Em 9 de junho, foram vacinados os profissionais com 45 e 46 anos de idade. Já em 11 de junho, todos os profissionais com 18 anos de idade ou mais.

Voluntários para testes da Butanvac

A Butanvac abriu um pré-cadastro para voluntários acima de 18 anos de idade e interessados em participarem dos testes clínicos da vacina. A Butanvac é um imunizante nacional contra a Covid-19, desenvolvido pelo Instituto Butantan e que não depende de insumos importados.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a pesquisa clínica da Butanvac em 9 de junho. O desenvolvimento da Butanvac começou em 27 de março de 2020, de acordo com comunicado do Instituto Butantan.

A Butanvac se baseia na inoculação de vírus geneticamente modificado em ovos embrionários de galinhas. O vírus vem da Doença de Newcastle, que afeta aves, mas não humanos. “Por essa razão, o vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, permitindo eficiência produtiva num processo similar ao utilizado na vacina de influenza“, escreveu o Butantan em comunicado enviado anteriormente ao InfoMoney. O vírus é cultivado no ovo de galinha e inativado para ajudar a expressar a proteína spike do coronavírus. Assim, a vacina está produzida.

A fase I dos testes clínicos terá 418 voluntários. Essa fase vai avaliar a segurança da vacina e qual quantidade de dose é a mais adequada. A resposta imune da Butanvac será comparada a de outras vacinas, incluindo a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac. A resposta do imunizante às diversas variantes da Covid-19 também será analisada.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, afirmou que o estudo deve durar 17 semanas. Os resultados serão encaminhados para a Anvisa, junto da solicitação de uso emergencial da Butanvac.

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Segundo João Doria (PSDB), governador do estado de São Paulo, até o final de outubro serão 40 milhões de doses da Butanvac prontas para uso contra a Covid-19.

Vacinação contra Covid-19 em SP

O estado de São Paulo ultrapassou a marca de 20 milhões de doses contra a Covid-19 aplicadas. De acordo com o Vacinômetro, 20.117.168 doses já foram administradas no estado até as 12h55 desta quarta-feira.

São 14.134.138 primeiras doses, e 5.982.990 segundas doses. 12,93% da população do estado de São Paulo já tomou as duas doses.

Veja o calendário atual de vacinação contra a Covid-19 no estado de São Paulo:

IdadeData de vacinação
50 a 59 anos16/6 a 22/6
43 a 49 anos23/6 a 29/6
40 a 42 anos30/6 a 14/7
35 a 39 anos15/7 a 29/7
30 a 34 anos30/7 a 15/8
25 a 29 anos16/8 a 31/8
18 a 24 anos01/9 a 15/9

Casos, internações e óbitos por Covid-19

O estado de São Paulo já teve 119.905 óbitos pela Covid-19, e 3.509.967 casos da doença. O estado tem uma ocupação de 82% nas unidades de terapia intensiva (UTIs) dedicadas ao combate da Covid-19. São 11.161 pessoas internadas por conta da doença. Na Grande São Paulo, a ocupação é de 79%.

Na comparação entre a semana epidemiológica passada com a retrasada, os casos do novo coronavírus caíram 5,9%. As internações cresceram 2,6%. Já as mortes pela doença subiram 26,6%.

Jean Gorinchteyn, secretário estadual da saúde, destacou que o aumento de internação de seu apenas em leitos de enfermaria. “As pessoas estão se internando com casos menos graves do que vimos anteriormente”, disse Gorinchteyn. Em relação ao número de mortes, o secretário afirmou que o feriado recente de Corpus Christi (3 de junho) levou a uma falta de reporte dos óbitos, agora contabilizados.

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