Vacinas contra a Covid-19

Após Reino Unido, Argentina aprova uso emergencial da vacina Oxford/AstraZeneca

A Argentina já havia aprovado usos emergenciais da vacina Sputnik V, do laboratório russo Gamaleya, e do imunizante dos laboratórios Pfizer e BioNTech

Buenos Aires, na Argentina (Herbert Brant/Pixabay)
Buenos Aires, na Argentina (Herbert Brant/Pixabay)

SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (30), a Argentina anunciou a aprovação do uso emergencial da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. A decisão foi divulgada horas depois de o Reino Unido também ter aprovado o uso emergencial do imunizante.

“O pedido apresentado (…) tem um balanço aceitável entre benefício e risco, permitindo sustentar a outorga de inscrição e autorização condicional”, afirmou a Administración Nacional de Medicamentos, Alimentos y Tecnología Médica (Anmat), órgão argentino análogo à Anvisa, em comunicado reproduzido pelo jornal argentino La Nación.

A autorização tem validade de um ano. Também segundo o periódico, o governo argentino firmou contrato com a AstraZeneca para receber 22,4 milhões de doses do imunizante no primeiro semestre de 2021.

A Anmat já havia aprovado o uso emergencial da vacina produzida pelos laboratórios Pfizer e BioNTech. O órgão também concedeu uma recomendação positiva ao Ministério da Saúde sobre a vacina Sputnik V, desenvolvida pelo laboratório russo Gamaleya. Após a aprovação, o próprio Ministério da Saúde argentino autorizou o uso emergencial da vacina russa.

O país começou sua vacinação nesta terça-feira (29), usando a Sputnik V. Na primeira fase, a campanha será destinada a 23,1 mil profissionais de saúde em todas as províncias do país. Trabalhadores de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), dos laboratórios que manuseiam amostras de Covid-19 e socorristas também estão autorizados a receberem essa primeira dose.

A Argentina tem 300 mil doses da Sputnik V, por enquanto. Pela divisão realizada pelo governo, a província de Buenos Aires deve receber 123 mil doses nesta primeira etapa de vacinação, número que representa quase metade do primeiro carregamento.

A expectativa do governo é imunizar 10 milhões de argentinos até fevereiro. Na Argentina como um todo, são quase 1,6 milhão de casos de Covid-19 e 42.868 óbitos, de acordo com o Instituto John Hopkins.

A vacina AstraZeneca/Oxford no Brasil

Também nesta quarta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou que a entrega final de documentos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para registro da vacina AstraZeneca/Oxford no Brasil deve ser feita até 15 de janeiro.

Segundo a agenda oficial da diretoria da Anvisa, representantes da AstraZeneca se reuniram com oficiais da agência reguladora brasileira nesta manhã. Durante o encontro, as partes discutiram a submissão da autorização para uso emergencial da vacina.

PUBLICIDADE

Ainda não há pedido de registro da vacina ou de autorização para uso emergencial junto à Anvisa. Foi informado que esse pedido emergencial para uso da vacina AstraZeneca/Oxford será feito pela Fiocruz.

O Brasil já fechou acordo com a AstraZeneca para comprar doses da vacina e para obter transferência da tecnologia, com posterior produção nacional do imunizante pela Fiocruz. A vacina AstraZeneca/Oxford é considerada vital para países em desenvolvimento e para regiões de clima quente por ser mais barata, de transporte mais fácil e por poder ser armazenada por longos períodos em temperaturas normais de refrigeração.

Dados de estudos avançados da AstraZeneca no Reino Unido e no Brasil, publicados no início de dezembro, mostraram que a vacina tinha eficácia de 62% para participantes do teste que receberam duas doses completas e de 90% para um subgrupo menor, que recebeu metade de uma dose e depois uma dose inteira.

A vacinação contra a Covid-19 pode começar no Brasil em 20 de janeiro, segundo o Ministério da Saúde. Se não for possível, em um cenário “médio”, a imunização poderia ter início entre esta data e 10 de fevereiro. Em um cenário menos favorável, a vacinação no Brasil poderá ocorrer a partir de 10 de fevereiro.

As primeiras doses da vacina AstraZeneca/Oxford estarão disponíveis na semana do dia 8 de fevereiro de 2021. Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, afirmou em audiência na Câmara dos Deputados que, na semana de 8 a 12 de fevereiro e na semana de 15 a 19 de fevereiro, serão entregues 1 milhão de doses. A partir da terceira semana, de 22 a 26 de fevereiro, serão 700 mil doses da vacina por dia útil, totalizando 3,5 milhões de doses por semana. Essa programação, no entanto, dependerá do registro dos imunizantes pela Anvisa.

Quer migrar para uma das profissões mais bem remuneradas do país e ter a chance de trabalhar na rede da XP Inc.? Clique aqui e assista à série gratuita Carreira no Mercado Financeiro!