Covid-19

Anvisa concede uso emergencial de vacina da Johnson & Johnson

Anúncio fez parte de reunião extraordinária pública da diretoria colegiada da Anvisa

Frascos rotulados como de vacina contra Covid-19 em frente ao logo da Johnson and Johnson em foto de ilustração 09/02/2021 REUTERS/Dado Ruvic
Frascos rotulados como de vacina contra Covid-19 em frente ao logo da Johnson & Johnson em foto de ilustração (REUTERS/Dado Ruvic)

SÃO PAULO – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial da vacina contra Covid-19 produzida pela Janssen, subsidiária da farmacêutica Johnson & Johnson. O anúncio fez parte de reunião extraordinária pública da diretoria colegiada da Anvisa, realizada nesta quarta-feira (31).

Os diretores Meiruze Sousa Freitas, Rômison Rodrigues Mota, Alex Machado Campos, Cristiane Gomes e Antônio Barra Torres votaram de maneira favorável à aprovação do uso emergencial solicitado pela Janssen, considerando o contexto da pandemia e diretrizes regulatórias de agência, que incluem análise de benefícios e riscos e monitoramento contínuo da eficácia e segurança da vacina.

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Janssen (Johnson & Johnson)

A vacina contra Covid-19 da Janssen é a única atualmente que tem um regime de aplicação de dose única. O Ministério da Saúde tem acordo com a farmacêutica para a aquisição de 38 milhões de doses da vacina, com previsão de entrega de 16,9 milhões de doses até 31 de agosto e 21,1 milhões de doses até 31 de novembro.

Parte dos estudos da vacina da Janssen foram feitos no Brasil, com os resultados da fase III de estudos clínicos compartilhados com a Anvisa no dia 15 de março. O pedido de uso emergencial por parte da Janssen foi recebido pela agência no dia 24 de março.

Na última terça-feira (30), a Anvisa já havia dado um certificado de boas práticas a três fábricas envolvidas na produção da vacina da Janssen. A vizinha Colômbia também aprovou recentemente o uso emergencial do imunizante.

Segundo a Anvisa, a vacina da Janssen apresenta resposta significativa após 14 dias de aplicação da dose. A eficácia global do imunizante é de 66,9%. Nenhuma reação adversa grave foi identificada pela agência. Os efeitos mais comuns são cefaleia (dor de cabeça), calafrios, dor muscular, dor nas articulações e fadiga.

A agência ressalta como pontos a serem aprofundados: eficácia, segurança e tempo de proteção considerando o longo prazo; a reação de mulheres grávidas à vacina; a aplicação junto de outras vacinas; e a eficácia do imunizante da Janssen contra as novas variantes do coronavírus.

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