Combate à pandemia

Ambev criará usina para doar cilindros de oxigênio a hospitais, afirma governo de SP

Na última semana, João Doria afirmou que estado não teria falta de oxigênio nos hospitais públicos para tratar pacientes com Covid-19

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Profissional da UTI do Hospital São Paulo trata paciente com Covid-19 17/03/2021 REUTERS/Amanda Perobelli
Profissional da UTI do Hospital São Paulo trata paciente com Covid-19 (REUTERS/Amanda Perobelli)

SÃO PAULO – O governo de São Paulo, por meio do vice-governador Rodrigo Garcia, detalhou planos para a criação de uma usina de oxigênio, em conjunto com a iniciativa privada, para apoiar os hospitais do estado.

O acordo foi firmado em reunião na manhã desta segunda-feira (22), com participação de João Doria (PSDB), governador de São Paulo. A divulgação aconteceu em coletiva de imprensa realizada também nesta segunda-feira, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Segundo Garcia, a usina foi criada junto com a Ambev (ABEV3), será localizada em Ribeirão Preto (interior de São Paulo) e fornecerá 120 cilindros de oxigênio por dia. Esses cilindros serão doados pela empresa a unidades de terapia intensiva (UTIs).

A distribuição será feita, a princípio, para hospitais da rede estadual. Mas os cilindros também podem ser fornecidos para redes municipais e para a rede privada, em casos de urgência. “Existe uma responsabilidade direta do estado com a rede estadual, mas existe também uma preocupação com apoiar redes municipais, Santas Casas, hospitais filantrópicos e rede privada”, afirmou o vice-governador.

A Copagaz usará sua rede de transportes e logística já instalada para transporte de botijão de gás para entregar tais cilindros. Garcia afirma que a usina começa sua produção dentro de 10 dias.

Patricia Ellen, secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, também anunciou a criação de forças-tarefas com mais iniciativas privadas para garantir o fornecimento de oxigênio para hospitais ao redor do estado. As empresas citadas pela secretária foram Air Liquide, Atmosfera Gases e IBG.

Segundo Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, não há risco de faltar oxigênio no estado até a usina começar a operar, dentro dos dez dias citados. Doria havia afirmado, em coletiva no dia 17 de março, que situações de falta de oxigênio como a de Manaus não se repetiriam em São Paulo. “Na rede pública não faltará oxigênio”, afirmou o governador.

A usina é um plano estratégico para ajudar os municípios menores e com dificuldade em manter estoque, segundo Gorinchteyn. “É uma questão de logística, de distribuição dos cilindros de oxigênio”, disse Gorinchteyn. “Cidades pequenas não têm grandes tanques de oxigênio, então precisam desses cilindros.”

Fase Emergencial está funcionando, diz secretário

A taxa de ocupação de leitos de UTI continuou subindo desde a última divulgação de dados, feita na sexta-feira (19). Na Grande São Paulo, 91,3% dos leitos estão ocupados (ante 91% na sexta-feira); em todo o estado, 91,2% (ante 90,6% na sexta-feira).

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Apesar das porcentagens, Gorinchteyn vê bons sinais nos dados. “Nós tivemos uma elevação muito discreta em relação às últimas 72 horas” disse. “Já é um esboço que tanto nossa Fase Vermelha quanto nossa Fase Emergencial estão surtindo efeitos. A colaboração da população está sendo fundamental.”

Todo o estado entrou na Fase Emergencial do Plano São Paulo na segunda-feira (15). A Fase Emergencial reduziu o horário de funcionamento de serviços essenciais, proibiu a realização de eventos esportivos ou religiosos e instaurou um toque de recolher na cidade das 20h às 5h, quando não é permitida a circulação de pessoas. O governo de São Paulo também estabeleceu que cada setor deve começar seu expediente em horários diferentes pela manhã, com o objetivo de quebrar o horário de pico do transporte público.

Na última semana, o governo recusou a ampliar ainda mais as medidas restritivas, na forma de um lockdown, por acreditar que ainda era necessário dar tempo para analisar os efeitos da Fase Emergencial.

“É lógico que nós queremos que a situação melhore imediatamente, mas isso não ocorre pela trajetória natural da doença”, disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência de Covid-19, em coletiva no dia 17 de março. “Precisamos de algum tempo para observar o impacto dessas medidas.”

O governo também divulgou dados consolidados da 11ª semana epidemiológica de 2021, período entre os dias 14 e 20 de março. Essa foi a pior semana epidemiológica desde o início da pandemia, com 493 mortes em média por dia, aumento de 35,4% em relação à semana anterior. A média de casos diários aumentou 17,7%, enquanto a média de internações diárias aumentou 18,8% no mesmo período de comparação.

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