WhatsApp libera compras direto no app para pessoas físicas com cartões Visa e Mastercard

Recurso permitirá uma jornada de compra completa no app, sem que o consumidor precise sair da conversa para finalizar uma transação

Giovanna Sutto

Exemplo de pagamento pelo WhatsApp (Divulgação)

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O WhatsApp liberou o serviço de pagamentos de pessoas físicas para pequenas empresas no Brasil. O novo recurso permitirá uma jornada de compra completa no aplicativo de mensagens, sem que o consumidor precise sair da conversa para efetuar uma compra.

Já era possível encontrar um negócio, trocar informações e fechar uma compra, tudo diretamente no WhatsApp, mas não era possível fazer o pagamento direto no app. Com a novidade, essa será a etapa final desse ciclo comercial.

O recurso já está liberado para os consumidores que estiverem com a versão mais atualizada do WhatsApp instalada. A liberação para as empresas, no entanto, acontecerá aos poucos e deve levar alguns meses para estar completa.

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O Banco Central (BC) anunciou a retirada das regras que impediam transações de compra com cartões de crédito, débito e pré-pago (P2M) por meio do aplicativo de mensagem no Brasil em março. Até então, era possível apenas a utilização do aplicativo para transferências de recursos entre indivíduos (P2P).

Como vai funcionar?

O novo serviço permitirá o pagamento sem a necessidade da geração de links externos para cobrança por cartão, abertura de outros aplicativos ou pagamento em dinheiro.

Os consumidores poderão usar cartões de débito, crédito e pré-pago das bandeiras Mastercard e Visa, emitidos pelos bancos e instituições financeiras participantes.

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Uma vez inseridos os dados do cartão, os consumidores podem finalizar as transações diretamente no chat. Veja como habilitar o recurso:

Importante mencionar que o consumidor só pode pagar empresas que já estejam habilitadas para receber pagamentos no WhatsApp.

Para isso, o usuário receberá um pedido da empresa com os produtos escolhidos.

Quais são as instituições participantes?

Os bancos e instituições financeiras participantes, cujos cartões de débito, crédito e pré-pagos poderão ser utilizados pelos usuários no serviço de pagamentos no WhatsApp são:

Os cartões Itaú passarão a ser aceitos em breve.

E para as empresas?

As empresas, por sua vez, devem utilizar o aplicativo WhatsApp Business, modelo do app para pessoas jurídicas que possui recursos como catálogo e mensagens automáticas, além de ter uma conta vinculada a um dos adquirentes participantes – Cielo, Mercado Pago e Rede.

Segundo o app de mensagens, outros adquirentes que já estão em fase de testes também estarão disponíveis no serviço em breve.

Usando a versão atualizada do WhatsApp Business, a empresa precisará vincular uma conta de um dos adquirentes compatíveis para aceitar pagamentos de clientes com cartão de crédito, débito e pré-pago.

A funcionalidade se soma ao recurso que o WhatsApp (WhatsApp Pay) já oferece para transferência de dinheiro entre pessoas no aplicativo.

“Estamos animados com o serviço que começamos a oferecer nesta terça [11] aos consumidores e pequenos negócios brasileiros. Sabemos que trazer pagamentos com praticidade e segurança para os usuários melhorará a experiência de compra que eles já têm no WhatsApp, e também ajudará as pequenas empresas a aumentarem suas vendas e impulsionar a economia do nosso país”, celebra Guilherme Horn, head do WhatsApp na América Latina.

Segurança e suporte

O WhatsApp promete um serviço seguro. Os números dos cartões são criptografados e armazenados de forma segura, e as pessoas devem criar um PIN de pagamento, que será exigido para cada transação.

Além disso, os usuários do WhatsApp contam com suporte em tempo real para o serviço de pagamentos, que pode ser acessado das 8h às 17h (horário de Brasília) diretamente no WhatsApp.

As pessoas também podem acessar a seção Ajuda em www.whatsapp.com para mais informações e perguntas frequentes.

Giovanna Sutto

Repórter de Finanças do InfoMoney. Escreve matérias finanças pessoais, meios de pagamentos, carreira e economia. Formada pela Cásper Líbero com pós-graduação pelo Ibmec.