Web: baixa renda é maioria entre os internautas, mas ainda acessa menos

Segundo pesquisa Data Popular, 75% dos internautas ganham até 5 salários mínimos; apenas 36% deles acessam a web diariamente

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SÃO PAULO – Entre os internautas brasileiros, os de baixa renda representam a maior parte deles. Isso porque cerca de 75% daqueles que navegam pela web têm renda de até cinco salários mínimos, sendo que 6,9% deles ganham até 1 salário mínimo por mês, de acordo com pesquisa da consultoria Data Popular, divulgada na última semana.

Dentre os internautas de baixa renda, 20,9% ganham entre 1 e 2 salários mínimos e outros 25,5% têm renda acima de 2 salários. Entre os que ganham um pouco mais, 22,4% dos internautas brasileiros recebem 3 salários mínimos ou mais.

Já os internautas mais abastados, os 24,4% restantes, têm renda igual ou acima de 5 salários mínimos mensais.

Baixa renda acessa menos

Embora sejam minoria entre os internautas, as pessoas com renda maior são as que acessam a rede com maior frequência. De acordo com o levantamento, entre os internautas com renda de até 5 salários mínimos, 74% deles acessam a web diariamente e 36% daqueles com renda de até 1 salário mínimo acessam a rede com essa frequência.

Entre os que possuem renda entre 1 e 2 salários, a frequência diária é de 45%; entre aqueles com renda entre 2 e 3, essa frequência sobe para 47% e entre aqueles com renda entre 3 e 5 salários, a frequência diária é de 61%.

Por outro lado, entre os que acessam a rede pelo menos uma vez por semana, a baixa renda lidera. Entre os que têm renda de até 1 salário mínimo, 42% navegam pela web com essa frequência, ao passo que entre os que ganham mais, apenas 23% acessam a internet semanalmente.

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Ainda segundo a pesquisa, a frequência de acessos cai em todas as faixas de renda quanto maior for o espaço de tempo entre um acesso e outro. O número de pessoas que entra na internet pelo menos uma vez por mês ou menos de uma vez por mês é muito pequeno. Entre os que ganham até 1 salário mínimo, apenas 3% acessam uma vez por mês, ao passo que entre os que ganham mais esse número é de 1%.