Viagem: excesso de bagagem eleva gastos de passageiros de ônibus

ANTT determina que cada quilograma que ultrapassar o limite custará ao passageiro 0,5% do valor da passagem

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SÃO PAULO – Na hora de viajar de ônibus, o excesso de bagagem pode pesar no bolso do turista. Isso porque cada quilograma que ultrapassar o limite determinado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) – que é de 30 quilos por pessoa – custará ao passageiro 0,5% do valor da passagem.

Para a bagagem de mão, o peso máximo permitido é cinco quilos, desde que a mala ou pacote tenha dimensões que se adaptem ao porta-embrulhos, sem comprometer o conforto, a segurança e a higiene dos passageiros.

As determinações, presentes na resolução nº 1432, permitem que as empresas negociem diretamente com os passageiros a franquia de peso total e volume máximo de bagagem a ser transportado no bagageiro, desde que seja respeitada a legislação referente ao peso bruto total máximo do ônibus, aos pesos brutos por eixo ou conjunto de eixos e à relação peso potência líquida/peso bruto total máximo. Além disso, é preciso que esteja resguardada a segurança dos passageiros e terceiros.

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Valor arrecadado

O valor arrecadado pelas empresas com excesso de peso é usado para pagar indenizações por bagagens extraviadas ou danificadas.

A resolução da ANTT, determina que a transportadora responda pela indenização de bagagem regularmente despachada, pagando até o valor de 3 mil vezes o coeficiente tarifário, no caso de danos, e 10 mil vezes o coeficiente tarifário, no caso de extravio. Em ambos os casos, a empresa tem o direito de exigir a declaração do valor da bagagem.

Para exigir a indenização, a reclamação de dano ou extravio deverá ser feita por escrito à empresa logo após o término da viagem, e deverá constar, além do desembarque do passageiro, o tíquete da bagagem; o bilhete de passagem correspondente à viagem em que se verificou o extravio ou o dano da bagagem, no caso de serviços regulares e documento de identificação do passageiro proprietário dos pacotes. A primeira via da reclamação será entregue ao passageiro e a segunda ficará em poder da empresa.

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Ônibus x avião

Por causa do caos aéreo, muitos brasileiros estão preferindo deixar o avião de lado e utilizar o ônibus e o carro como meio de transporte para as viagens.

Para Eduardo Nascimento, vice-presidente da Abav e diretor do Sindicato de Turismo de São Paulo (Sindetur-SP), tem muita gente trocando os aviões pelos ônibus porque, além do embarque com hora certa, o transporte rodoviário está melhorando seus serviços, oferecendo mais conforto, com poltronas largas que viram cama, ar condicionado funcionando, serviço de bordo, além de preços mais convidativos.