Vendas mundiais de celular devem crescer 11% em 2008, aponta Gartner

Analistas identificam tendências que vão impactar o mercado de celulares em 2009, como o aumento da funcionalidade

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SÃO PAULO – Segundo a Gartner, as vendas mundiais de telefonia móvel devem atingir 1,28 bilhão de unidades em 2008, um aumento de 11% em relação a 2007 (1,15 bilhão).

No primeiro trimestre de 2008, as vendas mundiais de celulares atingiram 294,3 milhões, e a empresa de consultoria espera que as vendas do segundo trimestre estejam entre 300 milhões e 305 milhões de unidades.

“Esperamos que as vendas no terceiro trimestre sejam maiores do que o resultado do segundo trimestre, mesmo que de forma moderada”, disse a diretora de pesquisas para celulares da Gartner, Carolina Milanesi.

“Todas as esperanças de crescimento global para os fabricantes de celular estão nos resultados finais do último trimestre do ano, quando a maior parte dos novos produtos será introduzida no mercado e a normalidade sazonal ajudará a impulsionar as vendas”, acrescenta a diretora.

Regiões

Embora o mercado esteja pronto para o crescimento em 2008 e em 2009 (com as vendas aumentando cerca de 10,3%), a indústria enfrenta desafios com algumas regiões projetando declínio nas vendas de 2008.

O crescimento das vendas de telefonia móvel vai depender cada vez mais de mercados emergentes, assim como de regiões desenvolvidas, até que a Europa Ocidental, Japão e América do Norte cheguem à saturação.

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Na Ásia/ Pacífico, as vendas de celulares devem chegar a 472,5 milhões de unidades em 2008, um aumento de 17,9% em relação ao ano passado. Já as vendas na Europa Ocidental devem alcançar 188 milhões de unidades, uma queda de 1,5% sobre 2007.

Em relação à América do Norte, a expectativa é de que as vendas cheguem a 185,7 milhões neste ano, aumentando 5,3%, enquanto as vendas no Japão têm estimativa de 47,7 milhões de unidades, representando decréscimo de 9,1%.

Tendências para 2009

A Gartner identificou cinco grandes tendências que irão impactar o mercado de celulares no ano que vem. São áreas que vão desde parcerias do tipo “ecossistema” até competitividade para inovações na usabilidade e conectividade com outras tecnologias. Confira as inclinações do mercado:

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  • Enquanto novos vendedores (Apple e Garmin) buscam se diferenciar, grandes nomes (Motorola) enfrentam queda de cotas de mercado e desafios frente a designs inovadores.

    Modelos referência em design com preços baixos, bem como um grande de mercado de recursos para esses aparelhos tendem a atrair empresas convencionais de eletroeletrônicos a participar do mercado.

  • A pressão das operadoras para baixar os preços dos aparelhos levará a inovação nos conteúdos e serviços vendidos aos usuários finais. Essa tendência já se observa, por exemplo, na Nokia com Ovi, Sony Ericsson com PlayNow e a Apple com sua loja iTunes.

    Esse novo mercado mudará as relações entre fornecedores, operadoras e fornecedores de conteúdos.

  • O aumentando da funcionalidade e a necessidade de diferenciação irão impulsionar a demanda pela simplificação do user interface (UI) e de serviços experientes. Como conseqüência, vendedores terão de desenvolver suas habilidades em UI, mantendo suas identidades, além de analisar o modo como os usuários podem mover-se horizontalmente em seus aplicativos, ao invés de verticalmente.
  • O estilo do modelo vai desempenhar um papel maior, impulsionado não apenas pelas tendências da moda, mas também pelos desejos dos consumidores de reforçar seus estilos de vida.

    Os fornecedores precisarão estabelecer plataformas em que, pequenas alterações internas ou de cor, possam ser feitas sem causar impacto nos custos. Eles também devem considerar parcerias com empresas de nonmobile e marcas – como de eletroeletrônicos, moda ou sociedades desportivas – para aumentar o apelo sobre o estilo de vida e consumo sobre seus produtos.

  • Como as tecnologias dos celulares encarecem cada vez mais os produtos, os fabricantes devem proporcionar apoio permanente, upgrades e reforço de unidades. Uma vez que muitos usuários tendem a se manter mais tempo com o aparelho, estas plataformas serão necessárias para uma gestão de um maior ciclo de vida, sob a forma de upgrades e acessórios.

    Alguns fabricantes estão implementando esses campos de atualização, que podem ser usados para apoiar os requisitos da nova gestão de direitos digitais (DRM), download de correção de bugs ou de novos aplicativos, wallpapers e coberturas para manter-se atualizado.