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SÃO PAULO – O brasileiro está tirando dinheiro do bolso para arcar com a refeição durante o horário de almoço no trabalho. Isso porque o valor do tíquete-refeição não está acompanhando o aumento dos preços dos alimentos.
De acordo com o vice-presidente da Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador), Roberto Baungartner, as empresas estão se esforçando para aumentar o valor. “Mas, na prática, esse esforço não alcança o preço das refeições”.
Ele informou que é coerente dizer que o brasileiro está desembolsando algo em torno de R$ 6, ou até mais, ao dia com a refeição, se não mudou seus hábitos com o intuito de economizar.
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Gastos
O vice-presidente informou que pesquisa realizada no início do ano pela Assert revelou que o tíquete médio nacional é de R$ 8,50, dado fornecido pelas empresas associadas. Já a refeição completa estava em torno de R$ 14,87.
“Mas são dados de meses atrás. Houve variação dos alimentos para cima, então, R$ 6 é um valor razoável, mas pode ser até maior”, explicou Baungartner, se referindo ao fato de o brasileiro ter de colocar a mão no bolso para comer no horário de almoço.
Para se ter uma idéia, no primeiro semestre deste ano, comer fora de casa ficou 6,30% mais caro, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Sobra mês no fim do tíquete”, brincou Baungartner.
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Adaptação
Para não ter de desembolsar a mais com a refeição, o vice-presidente afirmou que o brasileiro procura alternativas mais baratas, que se adaptem à nova realidade.
“O que observamos é a tendência da migração: quem ia ao restaurante a la carte migra para buffet (preço fixo). Aquele que ia ao buffet vai para o quilo e o que ia ao quilo vai para o prato feito”.
“Paga mais quem quer manter o padrão”, completou o vice-presidente.
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Tíquetes
De acordo com Baungartner, os empregadores têm oferecido valores que não acompanham o mercado e, para que eles sigam os preços praticados, a legislação precisa ser atualizada de acordo com a inflação. Ele citou a Instrução Normativa 267/2002, que estabelece para os empresários isenção fiscal de R$ 1,99 no auxílio-refeição.
“A instrução está defasada, com base em unidades fiscais de 1996. Precisa corrigir e, como conseqüência, os empregadores vão aumentar o valor do tíquete médio, para ter maior incentivo fiscal”, disse.