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SÃO PAULO – É quase irresistível: você para na frente de um Pet Shop com seu filho. Ele bate os olhos em um cãozinho todo elétrico, bagunçando o jornal da vitrine, correndo atrás do próprio rabo. A criança então se vira para você com aquele olhar que derrete qualquer um, deixando-o sem a menor reação. Aí o espírito natalino fala mais alto e você compra, ou promete comprar, o tal animalzinho.
Neste momento, você nem se dá conta de um problema que, mais cedo ou mais tarde, irá perceber. Seu orçamento permite esta despesa?
De olho no orçamento
Quando se fala em gastos, não se deve pensar apenas no preço do animal, que varia bastante de acordo com a raça, mas que não sai por muito menos de R$ 400,00. Na compra, tudo é lindo: você parcela, paga com cartão de crédito, dá cheque pré-datado. O problema está no depois.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Por isso, antes de comprar o animal, é preciso se preparar, não só do ponto de vista financeiro como quanto à rotina da sua casa. Em relação aos custos, você vai precisar de um lugar para ele ficar, ração, brinquedos, banho, tosa e tudo mais.
E não para por aí: você vai ter que levá-lo periodicamente ao veterinário, dar vacina, vitamina. Sem falar nos remédios para otite, verminose e alguns outros, bastante comuns para filhotes.
Planejamento resolve a questão
Não! A idéia aqui não é desanimá-lo ou iniciar uma campanha contra animais de estimação. A proposta é sim motivá-lo a pensar bem no assunto e se planejar em relação a isso.
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Vale lembrar que é bastante comum, e cada vez maior, o número de pessoas que desistem de seus animais, e acabam dando-os para entidades que promovem a adoção, por não conseguirem realmente arcar com os custos, ou por terem um ritmo de vida que não se adapta à novidade.
Lembre-se ainda que, mesmo que adote um animal, as despesas do dia a dia existirão. Portanto, ter consciência e planejar-se a respeito é a melhor medida!