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SÃO PAULO – A constante queda na taxa de juro será abalada pelas turbulências no mercado externo e também pelos aumentos do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A declaração foi feita nesta terça-feira (29) pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.
Segundo o executivo, “as quedas não serão sentidas no mesmo ritmo”. A insegurança internacional reflete nas operações financeiras. A taxa de captação – um dos balizadores do spread e, portanto, do custo do dinheiro, apesar de apresentar queda de um ponto percentual desde janeiro, fechou dezembro a 11,5% – ou 0,3 ponto percentual a mais do que os 11,2% de novembro.
O impacto do IOF
Em 3 de janeiro, o Decreto 6.339/08 reajustou o IOF em 0,38 ponto percentual para todas as operações nas quais o tributo incidia.
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Especificamente a pessoas físicas, foi dobrada sua incidência diária, de 0,0041% para 0,0082%, e estabelecida uma cobrança extra de 0,38% sobre o valor contratado. Dessa forma, o custo anual do imposto, que era de 1,5%, atingiu 3,38%. Já para as jurídicas, o aumento foi de 1,5% ao ano para 1,85% ao ano.
Para Lopes, o resultado será menos contratações de empréstimos e financiamentos – o que resultará em menor volume emprestado. No ano passado, o volume liberado ultrapassou os R$ 900 bilhões, atingindo 34,7% do PIB (Produto Interno Bruto).
Nota de Política Monetária
Segundo consta na Nota de Política Monetária, a taxa de juro média cobrada nas operações de crédito, tanto a pessoas físicas quanto a jurídicas, atingiu 33,8% em dezembro último, o que mostra queda de seis pontos percentuais na comparação com janeiro.
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Os spreads médios passaram de 27,4 pontos para 22,3 pontos, no mesmo intervalo de tempo.