Transporte e habitação elevam custo de vida do paulistano de classe média

Segundo Ordem dos Economistas, em agosto, os gastos das famílias com 10 a 40 salários mínimos de renda mensal subiram 1,08%

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SÃO PAULO – A constatação é da OESP (Ordem dos Economistas de São Paulo), responsável pelo cálculo do ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), que divulgou, nesta terça-feira (14), os dados referentes ao mês de agosto.

De acordo com o levantamento, o ICVM registrou alta de 1,08%, variação que fica ligeiramente abaixo daquela de julho, quando preços teriam subido, em média, 1,12%. Fazem parte do grupo analisado as famílias paulistanas cuja renda mensal varia entre 10 e 40 salários mínimos, ou seja, entre R$ 2.600,00 e R$ 10.400,00, segundo informou a Agência Brasil.

Transportes subiram mais

Dentre as despesas que compõem o orçamento destas famílias, o maior aumento de preços foi registrado no grupo transportes, que teria sido afetado pelo aumento dos combustíveis, sobretudo do álcool combustível (9,25%) e da gasolina (0,54%).

Segundo a Ordem dos Economistas, dentre os grupos de despesas que compõem o custo de vida da classe média paulistana o grupo Transportes teria registrado a maior alta, ao registrar elevação média de 1,8% nos preços. Ainda neste segmento, o aumento nos preços teria sido reflexo também do reajuste no preço dos seguros automóveis (2,54%).

Habitação também pesou

O orçamento do paulistano de classe média também acabou sendo pressionado pelo aumento nos gastos com habitação. Este grupo de despesas registrou alta de 1,44%, tendo sido impulsionado, sobretudo, pelo aumento nos preços da energia elétrica (9,55%) e do telefone (5,23%).

O paulistano também gastou mais com alimentação, grupo em que os preços teriam subido em média 1,34%. Dentre os itens que mais subiram destaque para a batata (22,91%), os legumes (14,15%) e o açúcar (14,28%).

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Finalmente, o paulistano de classe média não sentiu no bolso fortes aumentos nos gastos com saúde, vestuário e despesas pessoais que, segundo a Ordem dos Economistas de São Paulo, teriam subido, em média, 0,6%, 0,2% e 0,19%, respectivamente.