Trabalho e crédito estimulam consumo de energia residencial em 2010

No ano passado, frente a 2009, consumo residencial teve aumento de 6,3%, segundo dados divulgados pela EPE

SÃO PAULO – O mercado de trabalho aquecido, com elevação do emprego formal, da massa salarial e do rendimento médio do trabalhador, aliado ao aumento da oferta de crédito, estimularam a aquisição de aparelhos eletrodomésticos e, consequentemente, o consumo de energia residencial em 2010.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (24) pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o consumo médio de energia nas residências brasileiras em 2010 cresceu 6,3% frente ao ano anterior, totalizando 107.160 GWh (gigawatts-hora).

O consumo médio por residência, por sua vez, passou de 150 kWh por mês para 153,9 kWh por mês, na passagem de 2009 para 2010, enquanto o número de novos consumidores ligados à rede chegou a 2,064 milhões. O aumento ocorreu em todas as regiões, especialmente no Norte e Nordeste, que registraram os maiores acréscimos em ambos os casos, sendo que no Nordeste o consumo médio superou os 100 kWh mensais pela primeira vez desde o racionamento de 2001.

Regiões
Considerando novamente o consumo residencial de energia total, na análise por regiões, o destaque do ano passado ficou com novamente com o Norte do país, onde houve acréscimo de 12,6% em relação a 2009. O Nordeste também apresentou variação significativa, de 12%.

Centro-Oeste, Sudeste e Sul vieram em seguida, com variações de 7%, 4,7% e 4,3%.

Geral
Somando-se o cliente residencial ao industrial e comercial, foram consumidos no ano passado 419.016 GWh, um acréscimo de 7,8% frente ao ano retrasado.