Publicidade
SÃO PAULO – Aumentando o número de entidades que desejam uma taxa básica de juros mais baixa, a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) divulgou comunicado afirmando que defende maior queda na Selic, que será decidida ainda nesta quarta-feira (19) pelo Copom (Comitê de Política Monetária), em Brasília.
O presidente da instituição, Carlos Cordeiro, avaliou que foi certa a decisão tomada pelo comitê na última reunião, realizada em agosto, que cortou a Selic em 0,5 ponto percentual. No entanto, Cordeiro acredita que a queda foi insuficiente.
“Mais do que manter a tendência de diminuição, o Copom precisa aumentar a velocidade da queda da Selic, como forma de corrigir os danos causados pelos juros altos na produção, no emprego e nas políticas públicas e sociais para a população”, aponta o dirigente sindical.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Política eficiente
A Contraf-CUT entende que o País necessita de uma política eficiente de redução de juros. Seu presidente avalia ser preciso criar condições para garantir a continuidade do movimento de desenvolvimento econômico e social, com a geração de emprego e renda.
“De um lado, as altas taxas de juros retiram dinheiro das políticas públicas que combatem as desigualdades sociais, o que contribui para que o Brasil continue entre os dez países com pior distribuição de renda do mundo. De outro lado, tal política do Banco Central significa transferência de renda para os donos de títulos públicos”, alerta.
Cordeiro ainda explica que cada ponto percentual da Selic corresponde a cerca de R$ 19 bilhões de dívida pública e o orçamento da União prevê repasse da ordem de R$ 240 bilhões em 2011. “Isso representa 18 vezes mais do que o orçamento previsto de R$ 13,4 bilhões para o Bolsa Família”, compara.
Continua depois da publicidade
O presidente da Contraf-CUT também sugere que além das metas de inflação, o Banco Central deveria fixar metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais do País. “Para isso, é fundamental ampliar o Conselho Monetário Nacional, de forma a contemplar a participação da sociedade civil organizada na discussão dos rumos da economia”, conclui.