Tóquio é terceira cidade mais cara do mundo

Levantamento sugere que o custo de vida da cidade fica atrás apenas daquele registrado em Oslo e Copenhague; EUA ficou mais barato

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SÃO PAULO – Viver no Japão exige um certo planejamento financeiro devido ao alto custo de vida, sobretudo, em comparação com os custos do Brasil. Porém, mesmo dentro do Japão as diferenças neste aspecto podem ser significativas.

Tóquio, por exemplo, acaba de ser anunciada como a terceira cidade mais cara do mundo. A pesquisa elaborada pelo grupo financeiro suíço UBS analisou o custo de vida das pessoas em 71 países, entre eles o Japão.

Atrás de Oslo e Copenhague

De acordo com a pesquisa, o índice de custo de vida de Tóquio alcançou 101,3 pontos, atrás apenas de Oslo, capital da Noruega, cujo índice foi de 115,5 e de Copenhague, capital da Dinamarca, onde o índice foi de 105,1.

Para se ter uma idéia, a cidade de Zurique, centro financeiro da Suíça, obteve um índice bem menor, de 100 pontos. As cidades de Oslo e Tóquio não registraram qualquer mudança no ranking, ficando com as mesmas posições que se encontravam no ano de 2003.

Viver nos EUA ficou mais barato

Por sua vez, boa parte das grandes cidades dos EUA registrou queda no ranking, ou seja, experimentaram uma queda no custo de vida. A redução verificada nas cidades norte-americanas se deve, sobretudo, à desvalorização do dólar frente as principais moedas internacionais.

Para se ter uma idéia, Nova York, que foi considerada a cidade norte-americana mais cara, ficou apenas com a 12a colocação no ranking, com um índice de 91,8 pontos.

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Comprar Big Mack é mais rápido em Chicago

A cidade de Hong Kong também registrou um forte recuo no ranking, caindo da segunda posição em termos de custo de vida em 2003 para a 15a posição no ano passado. Caso o índice levasse em consideração também os gastos com aluguel, então Londres tomaria a liderança de Oslo no ranking.

O levantamento também procurou analisar o poder aquisitivo da população de cada um desses países. Uma análise dos resultados sugere que Chicago é a cidade onde a população goza do melhor poder aquisitivo, precisando de apenas 9 minutos para juntar o suficiente para comprar um Big Mac.

Os residentes de Tóquio, por sua vez, têm que esperar um pouco mais, 10 minutos, para conseguir comprar o mesmo produto. Na capital do Quênia, Naerobi, por exemplo, o mesmo trabalhador teria que esperar 3 horas e um minuto para juntar o equivalente em rendimentos de trabalho para comprar um Big Mac. Os resultados do ano passado não indicam mudanças significativas frente àqueles registrados em 2003.