Taxa de juros de cheque especial em junho é a maior desde agosto de 2003

Dados da Nota de Política Monetária do BC mostram que, em junho, taxa foi de 8,26% ao mês, ante 8,42%

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SÃO PAULO – A taxa de juros do cheque especial em junho foi a maior registrada desde agosto de 2003, segundo a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central (BC), divulgada nesta terça-feira (29).

De acordo com os dados, a taxa de juros anual do cheque especial ficou em 159,10% no sexto mês deste ano, menor apenas do que a de 163,9% de agosto de 2003. Isso significa que há cerca de seis anos o brasileiro não pagava tão caro pelo empréstimo em cheque especial.

Em relação às taxas mensais, é possível dizer que o brasileiro pagava uma média de 8,42% no cheque especial há seis anos, ante 8,26% no mês passado.

Custo do crédito

Em um ano, os juros do cheque especial já registraram aumento de 0,7 ponto percentual. Em um mês, o avanço foi de 0,07 p.p., de acordo com a tabela abaixo, que mostra os juros no sexto mês de 2007 e 2008, bem como em maio deste ano:










Taxa (% ao mês) Junho 2007 Maio 2008 Junho 2008
Cheque especial 7,56 8,19 8,26

Fonte: Banco Central

Destaque entre empréstimos

Com a taxa registrada em junho, o cheque especial é destaque em cobrança de juros ao consumidor. A taxa média mensal cobrada em todas as operações de crédito registrou alta no sexto mês de 2008, chegando a 3,38% a.m.

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No crédito pessoal, a taxa de juros mensal foi de 3,25% no sexto mês do ano, enquanto para a aquisição de veículos a taxa foi de 2,28% e, para a aquisição de outros bens, de 3,81%.

Os dados mostram que é preciso cautela antes de aderir a esse tipo de empréstimo para quitar as dívidas. O ideal mesmo é não usar esta opção ou, então, fazê-lo por apenas alguns dias. Alguns bancos inclusive não cobram juros, caso o cliente devolva o dinheiro em pouco tempo.

O mais importante para quem utiliza o cheque especial com freqüência é saber que o dinheiro não faz parte da sua renda e que, ao final de um certo período, você terá de pagar a quantia que pegou mais os juros sobre ela.