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SÃO PAULO – Um dos principais componentes da inflação durante o ano de 2002 foram os chamados preços administrados, que incluem os combustíveis, energia, gás de cozinha, transporte público e telefonia. No caso dos combustíveis, por exemplo, o aumento foi conseqüência da forte valorização do dólar, que desde o início do ano acumula alta de mais de 60%. Por sua vez, a alta dos combustíveis forçou o reajuste dos transportes públicos.
Em outros casos, como o das tarifas de energia e telefonia, os reajustes refletem o fato de que os contratos prevêem indexação de preços em linha com o IGP-M. Como o IGP-M acabou pressionado pelo dólar, a indexação no próximo ano é inevitável, a menos que os contratos sejam revistos.
Energia deve subir 25% em 2003
Um dos itens que sofreu o maior reajuste foi a tarifa de energia elétrica, cuja projeção de aumento para 2002 passou de 20,6% para 21,2% segundo dados da Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quarta-feira.
Dos 21,2% esperados para este ano, ainda restariam 3,8%, que reflete a expectativa de aumento para os próximos meses. Com relação às projeções para 2003, a expectativa é de um reajuste de 25% frente aos 20,7% previstos na última Ata do Copom.
Tarifas públicas devem subir 11,6% em 2002
Desta forma, quando consideradas como um todo, a previsão é que a cesta de tarifas públicas registre um aumento de 11,6% no acumulado de 2002, frente aos 9,3% previstos na Ata do mês de setembro. Desta forma, a previsão é que no próximo ano as tarifas públicas voltem a subir. A previsão que no mês passado era de um aumento de 7,9% nas tarifas em 2003, agora já alcança os 12,1%.
Ainda de acordo com a Ata, a revisão das projeções de aumento no preço das tarifas públicas reflete o fato de que o dólar segue em patamares elevados e de que a inflação medida pelo IGP-M deve ser alta no próximo ano.
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