Tarifas de energia elétrica devem subir 22,3% em 2003, projeta Copom

Preços administrados devem subir 14% em 2003 e 8,7% em 2004; projeções subiram cerca de 1 p.p. frente ao previsto em julho

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SÃO PAULO – Além de projetar um aumento mais significativo dos preços dos combustíveis em 2003, a ata da reunião de agosto do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta quinta-feira, dia 28/8, também prevê uma maior elevação nos preços das tarifas de energia elétrica e dos preços administrados.

Energia deve subir 22,3% e telefones 25,5%

Ainda segundo a Ata do Copom referente ao mês de agosto, espera-se um aumento de cerca 22,3% no preço das tarifas de energia até o final deste ano, o que já inclui os reajustes aplicados até o momento.

Em relação à projeção da nota de julho houve uma elevação de 1,3 ponto percentual, visto que a ata daquele mês projetava um reajuste de 21%. Com isto as projeções de reajuste para as tarifas de energia elétrica voltam a se alinhar às projeções de junho, quando o reajuste anual previsto era de 23%.

Finalmente, no que refere ao preço das tarifas de telefonia fixa, não houve mudanças e o Copom segue projetando um reajuste de cerca de 25,5% até o final de 2003. No que refere às tarifas de telefonia, o Copom trabalhou com a hipótese de que as diferenças entre o reajuste projetado e o efetivamente ocorrido em julho, em função de várias liminares obtidas na Justiça, devem ser compensadas nos próximos quatro meses.

Preços administrados devem subir 14%

Diante da forte elevação na projeção dos reajustes dos combustíveis, o Copom revisou para cima suas projeções de reajustes dos preços dos itens administrados por contrato.

Com isto a expectativa agora é de uma elevação de 14% em 2003, quase um ponto percentual em relação à projeção de 13,1% de julho deste ano. Vale ressaltar que em junho o Copom projetava uma elevação de 14,9% para os preços administrados.

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De acordo com a Ata, para o próximo ano o governo projeta a adoção de um novo modelo de reajuste de preços administrados baseado na determinação endógena dos preços administrados, o que deve permitir um reajuste bem menor destas tarifas, de cerca de 8,7%, uma retração de 0,9 ponto percentual em relação às projeções de julho, que apontavam para um aumento de 9,6% para 2004.