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SÃO PAULO – Além de projetar um menor aumento dos preços dos combustíveis em 2003, a ata da reunião de setembro do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta quinta-feira, dia 25 de setembro, também prevê uma elevação menos acentuada nos preços das tarifas de energia elétrica e dos preços administrados.
Energia deve subir 20,8% e telefones 25,7%
Ainda segundo a Ata do Copom referente ao mês de setembro, espera-se um aumento de cerca 20,8% no preço das tarifas de energia até o final deste ano, o que já inclui os reajustes aplicados até o momento.
Em relação à projeção da nota de agosto, houve uma retração de 1,5 ponto percentual, visto que a ata daquele mês projetava um reajuste de 22,3%. Com isto, as projeções de reajuste para as tarifas de energia elétrica voltam a se alinhar às projeções de julho, quando o reajuste anual previsto era de 21%.
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Finalmente, no que refere ao preço das tarifas de telefonia fixa, não houve mudanças significativas e o Copom projetou um ligeiro aumento de 20 pontos base no reajuste para 2003. Com isto, a expectativa é de que o reajuste acumulado no ano fique em cerca 25,7%.
No que refere às tarifas de telefonia, o Copom trabalhou com a hipótese de que as diferenças entre o reajuste projetado e o efetivamente ocorrido até o momento, em função de várias liminares obtidas na Justiça, devem ser compensadas até o final deste ano. As liminares também alteraram as datas previstas para aplicação destes reajustes.
Preços administrados devem subir 14%
Apesar da queda nas projeções de reajustes dos combustíveis, o Copom manteve suas projeções de reajustes dos preços dos itens administrados por contrato.
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Com isto, a expectativa de setembro fica estável em relação a agosto, quando se projetava uma elevação de 14% em 2003, mas implica em um aumento de quase um ponto percentual em relação à projeção de 13,1% de julho deste ano. Vale ressaltar que, em junho, o Copom projetava uma elevação de 14,9% para os preços administrados.
De acordo com a nota da Ata, para o próximo ano o governo projeta a adoção de um novo modelo de reajuste de preços administrados baseado na determinação endógena dos preços administrados, o que deve permitir um reajuste bem menor destas tarifas, de cerca de 8,3%, uma retração de 40 pontos base em relação às projeções de agosto, que apontavam para um aumento de 8,7%. No acumulado desde julho, a queda é ainda maior, de 1,3 ponto percentual, uma vez que, naquele mês, o Copom previa reajustes de cerca de 9,6% para o próximo ano.