Tarifa-teto para trem de alta velocidade ficará em R$ 200

ANTT diz que tarifa, modelo e prazo de concessão, que é de 40 anos, não irão mudar, mas que resto das regras de leilão de concessão é "passível de ajuste"

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SÃO PAULO – O governo não deve mudar a tarifa-teto de R$ 200 para o leilão para concessão do trem de alta velocidade a ser construído para ligar os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, afirmou nesta segunda-feira (18) o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), Bernardo Figueiredo.

Nem a tarifa-teto nem o modelo e o prazo de concessão, que é de 40 anos, irão mudar. No entanto, ele admitiu que o governo federal estará aberto ao diálogo até a realização do leilão. “O resto é passível de ajuste”, disse ele, em evento sobre o assunto que aconteceu na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

A concessão 
O leilão de concessão do trem de alta velocidade já foi adiado duas vezes e agora está previsto para acontecer em 29 de julho. O motivo para o adiamento de abril para julho foi o tempo necessário para fechar os acordos comerciais entre as empresas estrangeiras detentoras da tecnologia e as construtoras brasileiras.

A ANTT espera que o início da obra fique para o segundo semestre de 2012, podendo ficar pronta a ligação SP-Rio para a Olimpíada de 2016, embora o prazo de conclusão previsto seja de seis anos.

O modelo de concessão prevê que o governo aplicará R$ 3,4 bilhões como sócio investidor, por meio da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade. Ele ainda financiará ao consórcio vencedor do leilão R$ 20 milhões do total previsto para a obra, orçada em R$ 33 bilhões.

“A operação é altamente viável. O projeto começa gerando caixa de R$ 2 bilhões por ano, porque o custo operacional e de manutenção é muito baixo. O que é caro é o capital, por isso estamos criando condições de financiar o investimento para a construção da infraestrutura”, disse Figueiredo, para quem há condições de ter três consórcios concorrendo.

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O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, informou que há interessados pelo projeto, já que o Brasil é hoje muito bem visto no mundo por investidores, e que a entidade está disposta a se reunir com eles. “Já fomos procurados por franceses, coreanos, espanhóis, enfim, o que precisa agora é que nos digam com clareza o que está faltando para aparar eventuais arestas. É nisso que vamos trabalhar”.