Tarifa cadastral chega a representar quase 50% dos gastos com conta bancária

Tarifa de renovação cadastral é cobrada a cada seis meses e tem um peso bastante elevado para o bolso dos correntistas

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SÃO PAULO – A tarifa de renovação cadastral, que pode ser cobrada a cada seis meses pelas instituições financeiras, pode representar quase metade dos gastos que um cliente tem com sua conta bancária em um ano, chegando a 47% de participação no desembolso anual (Santander).

De acordo com levantamento realizado pelo Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), a incidência desta tarifa não afeta quem possui pacotes mais caros e sofisticados, os quais incluem o gasto, e clientes da Caixa Econômica Federal, do Banrisul e do Banco Real, cujos pacotes analisados incluem o serviço duas vezes ao ano.

Já para os demais bancos (Bradesco, Banco do Brasil, HSBC, Nossa Caixa, Itaú, Unibanco e Santander), a tarifa tem um peso anual que parte de 11% (Nossa Caixa).

Confira os valores

Na tabela abaixo, é possível verificar o peso da tarifa de renovação cadastral para o bolso do correntista de cada banco analisado:

Banco Tarifa (gasto anual) Participação total
Bradesco R$ 76 (básica)
R$ 76 (fácil)
43%
41%
Banco do Brasil R$ 30 (modalidade 10)
R$ 36 (modalidade 20)
22%
16%
HSBC R$ 76 (global)
R$ 76 (superclasse básico)
30%
24%
Nossa Caixa R$ 32 (on-line)
R$ 32 (plus)
17%
11%
Itaú R$ 78 (maxiconta econômica)
R$ 78 (maxiconta simples)
43%
34%
Unibanco R$ 90 (econômico)
R$ 90 (básico)
44%
35%
Santander R$ 96 (econômico)
R$ 96 (especial)
47%
35%

Fonte: Idec

Cobrança adicional

O Idec critica o fato de os bancos cobrarem duas vezes por ano a tarifa de renovação cadastral, tendo em vista que a orientação do Banco Central é de que ela seja feita somente quando o serviço for efetivamente realizado pelo banco.

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“Faltou o BC estipular o que significa a realização efetiva do serviço (de nova pesquisa cadastral, supõe-se), isto é, em que circunstâncias o banco necessita realmente renovar o cadastro. O motivo da cobrança, permanece, portanto, insondável ao consumidor e acessível apenas aos bancos”, diz o Idec.