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SÃO PAULO – Pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial mostrou que o spread bancário (diferença do custo do dinheiro captado e ofertado pelas instituições financeiras) do Brasil é o segundo maior do mundo, perdendo apenas para o Zimbábue.
No Brasil, o spread identificado no ano passado foi de 35,6 pontos percentuais, maior do que o registrado em outros 127 países, enquanto que no Zimbábue, o indicador ficou em 457,5 pontos percentuais.
Os dados são do relatório de competitividade global, estudo que mostrou o efeito da crise em países com grande foco no setor de serviços financeiros, como os EUA, Inglaterra e Islândia. A pesquisa compreende vários indicadores distintos, como dados de crescimento econômico, mas também de saúde e usuários de internet.
Maiores spreads
Para se ter uma ideia, na Hungria, onde há o menor spread do mundo, a taxa é de 0,3 ponto percentual. Na Lituânia, a diferença entre custo de captação e de empréstimo de dinheiro pelos bancos é de 0,8 ponto percentual, enquanto na Finlândia é de 1,3 ponto percentual, mesma taxa da Coreia e Japão.
Na tabela abaixo, é possível identificar os maiores spreads bancários praticados em todo o mundo:
| País | spread (p.p.) |
| Zimbábue | 457,5 |
| Brasil | 35,6 |
| Madagascar | 33,5 |
| Paraguai | 22,7 |
| Malawi | 21,7 |
| Peru | 20,2 |
| República Quirguiz | 15,9 |
| Mauritânia | 15,5 |
| Gâmbia | 15 |
| Tajiquistão | 14,4 |
Fonte: Fórum Econômico Mundial
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