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SÃO PAULO – A decisão do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de não elevar o orçamento para investimentos em habitação e saneamento em 2006 não agradou ao presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), João Claudio Robusti.
Para ele, este seria o momento de investir, já que o FGTS dispõe de recursos e o País precisa de habitação e saneamento. No entanto, o Conselho manteve para o próximo ano os mesmos R$ 9 bilhões autorizados este ano, mais R$ 1 bilhão destinado a subsídio.
Opiniões compartilhadas
A mesma visão é compartilhada pelos presidentes de outros sindicatos e pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. “Vamos pegar no pé da Caixa e do Ministério das Cidades para as coisas acontecerem”, disse ele.
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Mesmo não aprovando a decisão do Conselho Curador, Robusti disse concordar com a medida que acabou com a necessidade de a construtora comercializar antecipadamente 30% do empreendimento para conseguir o financiamento do Programa de Apoio à Produção.
“Esperamos agora que a Caixa e os demais agentes financeiros orientem suas agências no sentido de não mais fazerem aquela exigência”.
Programa de Arrendamento Residencial
O Conselho Curador também decidiu manter o prazo até maio de 2006 para que seja gasta a verba de R$ 1 bilhão destinada ao Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Até o momento, mais de 50% deste valor já foi utilizado.
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Para evitar o atraso ocorrido na sua ampliação, assim como aconteceu neste ano, o presidente do SinduCon-SP espera que o governo invista mais R$ 1 bilhão no PAR, que deverá ser alocado pelo Conselho.
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