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SÃO PAULO – No momento de comprar um eletroeletrônico para presente de Natal, os consumidores usam mais o crediário. De acordo com dados divulgados pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), em média, 50% das vendas realizadas nas grandes redes utilizam essa forma de pagamento.
Os dados, divulgados na sexta-feira (30), ainda mostraram que 40% das compras são feitas com cartão de crédito e apenas 10% são realizadas à vista, com cheque ou dinheiro.
Ainda segundo a associação, considerando todos os segmentos, os lojistas de shopping esperam crescimento nas vendas entre 10% e 12%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o crescimento médio de público esperado pelas administrações dos shoppings para o período natalino é 15% superior que o de 2006.
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Incentivo ao gasto
Para o presidente da Alshop, Nabil Sahyon, o hábito de presentear ganha reforços do cenário econômico, que estimula o gasto neste ano: a inflação controlada, o crédito farto, o aumento da renda, a ampliação do emprego formal e a valorização do dólar, que privilegia os importados.
Além disso, as prestações maiores e as taxas de juros baixas estimulam os consumidores a comprarem mais. “Do ponto de vista de taxas, as condições são as melhores dos últimos anos e com prazos mais dilatados”, disse Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC (Banco Central), segundo a Agência Brasil.
O BC informou, em sua Nota de Política Monetária, que a taxa de juro ao consumidor bateu novo recorde de baixa, ao passar de 46,3% ao ano para 45,8% anuais, entre setembro e outubro. Desde fevereiro, existe uma tendência de queda constante na cobrança.
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Eletroeletrônicos
Para aqueles que querem e podem gastar mais um pouco, os eletrônicos constituem uma das opções preferidas de presente para o Natal
De acordo com a Alshop, as grandes redes de eletroeletrônicos esperam crescimento de 15% este ano, estimuladas pela estabilidade de preços. Televisores de plasma e LCD, desktops, notebooks, celulares e câmeras digitais são as apostas para o Natal deste ano, com previsão de alta de 20%.
Neste grupo, os impostos têm grande impacto no preço final. Os aparelhos de MP3 e iPods, por exemplo, possuem mais da metade do valor constituído de tributos, ou 50,65%. O valor cai para 41% nos celulares.