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Seu bolso: este é um bom momento para estudar no exterior?

Apesar de a viagem pesar mais no bolso do interessado, países estão mais flexíveis para a entrada de turistas

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SÃO PAULO – Qualquer pessoa que pensa em viajar para estudar no exterior, mesmo que este seja um grande sonho, já fica receosa somente de acompanhar a oscilação do dólar. Com a crise, paira no ar uma grande dúvida: será que este é um bom momento para ir para fora do País?

O primeiro ponto a observar, e que pesa bastante, é o seu bolso. Há cerca de dois meses, a moeda norte-americana estava em torno de R$ 1,60. Atualmente, ela se valorizou e está oscilando próxima dos R$ 2,20, devido à crise financeira internacional. Se você não vai para os Estados Unidos e acredita que, por isso, não será afetado, saiba que seguros e passagem aérea são cotados na moeda.

“Você tinha um dólar ao redor de R$ 1,60 e a moeda chegou a ultrapassar os R$ 2,30. Há aumento do preço da viagem, proporcionalmente ao preço do dólar”, explicou o diretor de Assuntos Internacionais da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem), Leonel Rossi.

Por isso, se você é guiado pelo bolso ou está preso a um orçamento bastante limitado, a dica é esperar, pelo menos até que a situação financeira internacional se estabilize e a moeda chegue a um patamar mais favorável. Com a oscilação do dólar, fica difícil saber quanto se irá gastar, o que prejudica o planejamento da viagem.

Já está tudo planejado? Então siga em frente!

É lógico que quem já está com tudo planejado não vai querer voltar atrás. Afinal, a viagem funciona como um projeto e, muitas vezes, tem mês certo para acontecer. Pode ser uma oportunidade única. Para estas pessoas, existe um ponto positivo: os países estão mais flexíveis para a entrada de turistas, por causa da crise financeira.

De acordo com a gerente de Cursos da CI (Central de Intercâmbio), Luiza Vianna, um exemplo disso são as escolas norte-americanas, que já estão facilitando a entrada de estrangeiros, derrubando algumas barreiras para a aceitação de pessoas de fora do país. “Porque isso gera renda para os EUA, é uma fonte de recursos importante para eles”, explicou.

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Luiza acredita que a crise financeira norte-americana não deve afugentar os intercambistas. Pelo menos não foi o que aconteceu até agora, com a moeda do país valorizada frente ao real.

“Existem pessoas assustadas, mas não houve retração na demanda ainda. O estudante está comprando”, afirmou Luiza, que ainda completou dizendo que as pessoas não deixam de lado a experiência por saberem que é um investimento importante para a vida profissional.

Acima de tudo: viagem é bem-vinda

A crise pode adiar seus planos de estudar no exterior, mas não deve acabar com eles. Muito pelo contrário, ela deixa bastante clara a necessidade de passar pela experiência: em momentos como este, com menos recursos para realizar investimentos, as empresas passam a restringir suas atividades, podendo, até mesmo, demitir alguns profissionais. Ficam aqueles com diferenciais.

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“A dificuldade na obtenção de um emprego certamente é maior em períodos de recesso econômico e, com isso, a competição se torna bem mais acirrada. É justamente em momentos como este que o profissional que realiza um programa de intercâmbio cultural se destaca no mercado de trabalho”, afirmou o diretor da BEX Intercâmbio do Rio de Janeiro, Claudio Chalom.

A experiência de viver em outro país proporciona ao profissional conhecer hábitos diferentes. “Abre-se, com isso, uma nova perspectiva de conhecimento e, nesta situação, o intercambista precisa se adaptar a um novo ambiente”, disse Chalom, comparando a adaptação a um país diferente com a adaptação a uma situação difícil, como ocorre em época de crise econômica.

“Este é um dos motivos que levam os departamentos de Recursos Humanos de diversas empresas brasileiras a considerarem a participação em programas de intercâmbio cultural no exterior na hora de contratar novos profissionais. A adaptação os credencia a encarar desafios corporativos com sucesso”.