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SÃO PAULO – A greve dos servidores da Petrobras, iniciada a zero hora de segunda-feira (14) na Bacia de Campos, não resultou em nenhum problema de abastecimento nos postos de combustíveis em todo o Brasil.
De acordo com o presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), José Alberto Paiva Gouveia, não ocorreu nenhum problema aos postos e ainda é cedo para comentar os efeitos da paralisação aos consumidores.
“É muito cedo para comentar um possível efeito para os brasileiros, mesmo porque o que a Petrobras está dizendo é que não haverá falta de produto”, afirmou Gouveia à InfoMoney. Em caso de falta do petróleo, ele também disse que é difícil saber quais seriam os reflexos ao consumidor, já que não existem informações sobre os estoques do produto.
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Discurso da Petrobras
Na própria segunda, depois de anunciada a greve, a Petrobras informou que havia acionado o plano de contingência, garantindo a continuidade operacional da empresa, a segurança de suas operações e o abastecimento do mercado.
Ao meio-dia de segunda, houve redução da produção de 136 mil barris/dia (cerca de 7% da produção no Brasil), sem afetar o fornecimento de combustíveis para o consumidor. Mas, em último comunicado, a Petrobras anunciou que a produção atingiu às 18 horas de segunda mais de 96% de sua capacidade. A redução da produção é de 63 mil barris\dia.
Em relação aos derivados, o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que a estatal tem estoque suficiente para atender ao mercado brasileiro. “Mesmo com a queda de 7% na produção, o suprimento do mercado brasileiro não ficou comprometido, porque há volume de derivados suficientes, em estoque, para atender à demanda”, disse, segundo a Agência Brasil.
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Costa não quis revelar o volume existente de estoque, pois, segundo ele, depende “do tipo de derivado, se é diesel, se é gasolina ou óleo combustível”.
Posicionamento do governo
Nesta terça-feira (15), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, descartou o risco de desabastecimento devido à greve. Essa foi a primeira vez que o governo se manifestou sobre o assunto. “Toda greve traz algum tipo de prejuízo, mas a Petrobras tem um plano de contingenciamento, planejamento e não há nenhum risco”, afirmou.
A greve
Levando a cabo as ameaças realizadas na semana passada, os funcionários da Petrobras iniciaram greve pela inclusão dos dias em que os petroleiros são transportados das plataformas para a costa na contagem de dias trabalhados.
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Segundo líderes sindicais ligados à FUP (Federação Única dos Petroleiros), os empregados da estatal chegam a esperar até 10 horas após encerrado o período de trabalho.