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SÃO PAULO – Para conseguir um orçamento sólido, a pessoa precisa, em primeiro lugar, montar a boa e velha planilha de receitas e despesas: sabendo exatamente quanto ganha, fica fácil controlar as contas e garantir a poupança – ou qualquer que seja o investimento – mensalmente.
Mas, antes de qualquer coisa, é importante ficar atento às “sete armadilhas” das finanças. Segundo os especialistas* José Godoy, Luiz Gustavo Medina e Marco Antonio Gazel Junior, elas vão desde dívidas até a aposentadoria:
- Armadilha 1: Desbalanceamento no orçamento: os “gastadores”. Isso pode acontecer não somente entre os “gastadores”, mas também com aquelas pessoas que têm o orçamento apertado e precisam, de repente, consertar o carro ou comprar remédios.
- Armadilha 2: Falta de controle no orçamento e no fluxo de caixa – as pequenas despesas. A situação é comum entre as pessoas que esquecem de contabilizar despesas menores. Se o gasto com o café e com o jornal é de R$ 4 diários – aparentemente pouca coisa – é preciso lembrar que no final do mês serão R$ 120.
- Armadilha 3: Custo fixo – o dilema do padrão de vida. É importante lembrar que sempre que se aumenta o padrão de vida, crescem os gastos. Comprar uma casa maior por um preço vantajoso traz, consigo, IPTU e contas domésticas mais caras.
- Armadilha 4: Dívidas – o tamanho dos compromissos. Saber exatamente quantos são e, principalmente, quanto custam os débitos pendentes é fundamental para o controle do orçamento. Por exemplo: se o dinheiro dá no final do mês apenas para pagar os juros de suas contas “penduradas”, dificilmente você conseguirá sair do vermelho. É preciso, então, fazer contas e ver exatamente quanto elas representam nos ganhos totais.
- Armadilha 5: Falta de provisões – “problemas à vista”. É importante ter sempre um dinheiro guardado para os imprevistos. Mas para chegar a esse nível, é fundamental que a poupança ou qualquer que seja o investimento faça parte do seu orçamento. Os especialistas aconselham que a reserva seja equivalente a seis meses do seu atual salário.
- Armadilha 6: Aposentadoria – pensando no futuro. Quanto mais cedo a pessoa se preocupar com a aposentadoria, menor será o sacrifício para manter o padrão de vida depois que as chuteiras forem penduradas. Mas de nada adianta fazer esse investimento se dívidas – e juros – estão rolando ao mesmo tempo em outras “partes” do orçamento. Portanto, é importante resolver as contas atuais para depois pensar no futuro – mas isso deve ser feito com rapidez.
- Armadilha 7: Fluxo de caixa – investir ou financiar? É importante saber que financiar um carro ou uma casa não é exatamente um investimento, mas uma dívida – que vem acompanhada de juros. Portanto, se há a necessidade de comprar algo mais caro, guarde o dinheiro e compre depois, pagando menos no fim das contas. Essa decisão vai fazer os juros trabalharem ao seu favor, e não contra você.
*As informações constam no livro “As dicas do sr. Alceu: investindo sem erro”, publicado pela Editora Saraiva em 2006
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