Será que você realmente tem amor pelo seu dinheiro?

No dia a dia, é comum deixarmos nossos recursos "irem pelo ralo" em atitudes corriqueiras, como fazer apostas, emprestar o nome a terceiros e comprar a prestação

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SÃO PAULO – Mesmo tendo de “suar” muito para ganhar dinheiro, algumas pessoas parecem não ter amor por ele, já que saem esbanjando por aí.

De acordo com o professor de Finanças da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Rafael Paschoarelli*, é comum deixarmos nossos recursos “irem pelo ralo” diariamente, em atitudes simples e corriqueiras.

Alguns exemplos disso: fazer apostas, emprestar o nome a terceiros, ser fiador/avalista, comprar a prestação etc.

Cuide de seu dinheiro

Para Paschoarelli, quem faz apostas, em qualquer tipo de jogo, parece não gostar do próprio dinheiro. Isso porque a chance de ganhar é tão pequena que nem vale a pena jogar. “Contar com a sorte é ilusão”, afirma.

Além disso, o professor de finanças acredita que quem aceita ser fiador/avalista de alguém coloca seus recursos financeiros em jogo, já que, caso a pessoa não pague a dívida, o fiador/avalista é obrigado a dispor de seus bens.

O mesmo acontece com as pessoas que emprestam o nome a terceiros. “Se o comprador não pagar, nem adianta reclamar, pois a loja e/ou a empresa de cobrança virá em cima de você, e não de quem fez a compra em seu nome”, orienta.

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Compras parceladas

Ainda segundo o especialista, quem compra bens à prestação paga em juros o suficiente para comprar duas ou três vezes a mesma coisa que acabou de adquirir. Tudo isso porque não quer esperar para ter o item.

“As lojas que vendem tudo a prazo, atraindo o consumidor por meio de anúncios de prestações baixas, identificaram que os apressados não usam uma técnica de compra nem se importam em pagar mais pelos produtos”, conclui.

* As informações foram retiradas do livro “Como comprar mais gastando menos”, lançado pela Editora Saraiva em 2006.