Senado será palco para discussão de tarifas bancárias

O convidado do encontro, marcado para as 10 horas da próxima terça, é o presidente da Febraban, Fábio Barbosa

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SÃO PAULO – Novamente, o Senado será palco para discussão sobre a tarifas bancárias. Na próxima terça-feira (16), a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) realizará audiência pública para avaliar, além dos preços dos serviços, as diferenças de nomenclatura entre os similares e o reajuste acima da inflação.

O convidado do encontro, marcado para as 10 horas, é o presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Fábio Barbosa. Vale lembrar que a federação já discute com o Banco Central e com o Ministério da Fazenda a padronização das nomenclaturas das cobranças. Ainda, contudo, não há definições sobre o tema.

Acima da inflação

De acordo com a Agência Brasil, a motivação da audiência pública partiu após pesquisa da Fundação Procon de São Paulo mostrar que o preço dos serviços sobe acima do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O estudo foi feito com as dez maiores instituições financeiras do País: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, HSBC, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

O levantamento analisou os preços empregados entre fevereiro de 2006 e o mesmo mês deste ano, período no qual o IPCA ficou abaixo de 3,5%. A renovação de cadastro da pessoa física aumentou 12,89%, a manutenção da conta corrente com cheque especial mensal ficou 13,87% mais cara, o talão de cheques entregue em casa encareceu 15,94%, entre outros.

Por serviço

No estudo comparativo, em razão da diversidade de nomenclatura dos serviços, que dificulta a comparação das tabelas de “pacotes/cestas” entre os bancos, a pesquisa se concentrou em alguns itens básicos como renovação de cadastro, manutenção de conta e de cartão magnético, renovação de cheque especial, remessa domiciliar de talão de cheques, extrato e saque em terminal eletrônico de auto-atendimento.

A diferença supera os 250%: enquanto o Safra cobra R$ 1,67 por mês na manutenção do cartão magnético de conta-corrente especial, a Nossa Caixa cobra R$ 6 pelo mesmo serviço.

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Discussão parecida

Não é a primeira vez, neste ano, que parlamentares discutem as cobranças dos bancos. Em meados deste ano, tanto a Câmara quanto o Senado abriram suas portas para debates do tipo.

À época, a motivação partiu de pesquisa realizada pela Austin Rating, na qual foi detalhado que a receita das instituições com tarifas cresceu quase oito vezes desde o Plano Real e dobrou no governo Lula, atingindo R$ 52,8 bilhões em dezembro do ano passado.