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SÃO PAULO – Optou por comprar uma casa ou um apartamento, mas não encontra uma planta cujo preço caiba no seu bolso? Uma boa opção, nesses casos, é procurar nos encartes publicitários os imóveis usados.
“O preço chega a ser 50% inferior ao de um novo”, garantiu o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto. “Isso pode ser visto na mesma rua, por exemplo, em apartamentos nas mesmas condições”, garantiu.
Bom e barato
Neto também citou como fator estimulante a grande possibilidade de escolha de unidades semi novas. “Em todas as regiões do Estado de São Paulo podem ser encontrados imóveis bom e baratos. Há um enorme número de ofertas”, afirmou.
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Conforme o Creci-SP, cerca de 60% dos imóveis vendidos nos últimos três anos estavam na faixa de R$ 100 mil.
Financiamento
Mas fica a dúvida: há a possibilidade de financiamento? Sim. No caso de novas construções, as instituições financeiras arcam com até 100% do valor total, no teto de R$ 100 mil, com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Para os usados esse porcentual cai para 90% do valor total. “Mas esse é um facilitador da compra”, explicou Neto.
Dicas
O presidente do Creci-SP ainda dá algumas dicas para aqueles que optarem pela compra de um imóvel usado. “A pessoa, antes de mais nada, deve ser sempre assessorada por um corretor e verificar as condições elétricas e hidráulicas da edificação”. Além disso, segundo ele, é sempre recomendado ficar de olho na parte burocrática: documentação do imóvel e da pessoa e registro de débitos na prefeitura.
Nesse ponto, a Fundação Procon de São Paulo detalhou alguns dos documentos necessários:
- Certidão Vintenária com negativa de ônus atualizada: fornecido pelo Cartório de Registro de Imóveis competente e informa sobre os últimos 20 anos do imóvel (hipoteca, pendência judicial, titularidade etc);
- Certidão negativa dos últimos dez anos: Informa se o proprietário tem algum título protestado nos dez cartórios da cidade onde reside, ações civis, trabalhistas, criminais e fiscais com a Justiça Federal;
- Certidão negativa dos últimos dez anos: detalha se há alguma ação judicial ou criminal em andamento ou encerrada envolvendo o nome do proprietário;
- Certidões negativas de débito relativo ao IPTU: Certifica se a metragem constante da escritura é a mesma descrita no carnê.
Melhores bairros
Os melhores bairros atualmente para a compra são Vila Mariana, Americanópolis e Brooklin. “Esses locais contemplam todas as camadas sociais e possuem imóveis com determinado tempo de existência muito bons”.
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Neto orientou ainda que antes de fechar um negócio, o consumidor deve avaliar bem a localização da casa ou apartamento. “É bom evitar zonas comerciais e mistas. Muito próximas a metrôs, escolas, templos religiosos, por causa do barulho. O melhor continuam sendo os bairros residenciais, que são muito mais tranqüilos.”
Questão de perfil
Para a gerente de locação e vendas da Imobiliária Lello, Roseli Hernandes, antes de escolher qual o tipo de casa ou apartamento que será comprado, a pessoa precisa avaliar suas necessidades.
“Se você tem pressa de morar, a melhor opção é o usado, porque ele já está pronto. Já os lançamentos demandam mais tempo, até quatro anos para sua construção”, afirmou.
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Segundo ela, na Lello são comercializados casas e apartamentos novos – porém não na planta – e usados. Estes dominam os negócios fechados, com 92% dos clientes.
“Além disso, os lançamentos têm um estilo diferente. São mais complexos, com muito mais serviços e onde moram muitas pessoas. Os prédios estão com conceito de clube”, explicou.