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SÃO PAULO – Durante uma viagem que Rafael José Tavares, 31 anos, fez de Goiânia para a capital paulista, ele começou a se questionar se não teria um jeito de usar o sistema sem parar dos pedágios sem ter o trabalho de conferir a fatura no fim do mês nem pagar uma mensalidade. Foi então que ele teve a ideia de criar um tag (aparelho que faz a idenfificação eletrônica) para inserção prévia de créditos.
“Hoje, a vantagem do sem parar é diminuir o trânsito e, principalmente nos caminhões, de aumentar a vida útil dos pneus e da embreagem”, explica o inventor. “Então, com o tag pré-pago, você pode usar o sem parar sem a necessidade da conferência no fim do mês”.
Na época, ele trabalhava em uma empresa cuidando da frota de 25 carretas, que viajavam pelo estado de São Paulo com o sem parar pós-pago. “Eu fiquei doido em conferir, pois a fatura veio em mais de R$ 30 mil. Duzentas e tantas passagens por pedágio para saber se aconteceram mesmo ou não”, revela.
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Outra vantagem do novo aparelho é para o motorista que não usa o pedágio com muita frequência, mas viaja, por exemplo, uma vez a cada dois meses. “Ele usa o cartão pré-pago, onde não terá que fazer cadastro, nem conferir os dados da fatura ou pagar uma mensalidade, é muito bom”, destaca.
“Hoje, o país é rico em telefone celular pré-pago, porque a pessoa vai pagar realmente o que usa”, compara Tavares. É uma forma de controle e economia do orçamento.
Melhoria no trânsito
Outro ponto destacado por Rafael José Tavares é o benefício que o uso do sem parar traz para o trânsito. “Recentemente, eu fui para o Guarujá. Eram 7 horas da noite e a gente só não pegou trânsito, porque tínhamos o sem parar”, lembra.
Porém, ele conta que os motoristas que estavam no guichês “para pagar em dinheiro e contar moedinha” encontraram filas de cerca de 7 quilômetros.
“Então, imagina gerar esse sistema para todo mundo que estava ali no guichê”, instiga o inventor.
Como funciona o aparelho
Assim, a invenção tem o objetivo de suprir uma deficiência no mercado. O consumidor vai fixar o aparelho no para-brisa do veículo e ele terá espaço para inserção do cartão tipo “smart card” carregado previamente.
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“O aparelhinho vem com um visor que mostra o saldo e o que vai debitar quando a pessoa passar pelo pedágio. Também vai ter um número serial para fazer recarga pela internet”, detalha.
A ideia é que a inserção de créditos seja igual a do celular, no portal de instituições financeiras. “O cartão smart card é adquirirdo através de pontos de vendas como postos de combustível, bancas de jornal, lotéricas e, inclusive, recarga on-line via bancos e máquinas de recarga”, afirma.
Para isso, basta a pessoa fazer o mapeamento do trajeto da viagem e calcular os gastos totais com pedágio – existem sites que informam os valores de cada pedágio. Em seguida, é só inserir o valor total no cartão. “É uma comodidade”, acredita o inventor.
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A proposta dele é que o aparelho seja compatível com todas as bandeiras de pedágio do Brasil e também dos estacionamentos.
Ideia à venda
O aparelho ainda não está disponível no mercado. “É uma ideia que é para vender”. Tavares conta que patenteou sua ideia na Associação Nacional dos Inventores há mais ou menos um ano. “Eu estou precisando ir até São Paulo para conversar com o Mazzei [presidente da ANI, Carlos Mazzei], para saber se teve algum interessado ou algo assim”, conta.
Atualmente, o inventor possui uma garagem em Goiânia, onde trabalha com a compra de caminhões em leilão para depois vendê-los. “Como é caro para desenvolver o produto e eu não tenho recurso, preciso vender a ideia”, explica Tavares. “Se eu tivesse dinheiro, eu mesmo desenvolveria o sistema”.