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SÃO PAULO – De acordo com levantamento do Secovi (Sindicato da Habitação), o valor dos aluguéis caiu 1% no mês de outubro em relação a setembro deste ano. A pesquisa, que tem periodicidade mensal, analisou a evolução dos preços de 155 empresas especializadas na locação de imóveis que operam na cidade de São Paulo.
Cerca de 37% das imobiliárias estimam que o volume de imóveis efetivamente alugados caiu em outubro, tendência que se acentua ainda mais nas imobiliárias que alugam principalmente apartamentos, onde este percentual sobe para 39%.
Já no que se refere ao volume de imóveis colocados para alugar, para 50% das imobiliárias este total se manteve em outubro, enquanto outras 35% estimam que houve um aumento na oferta de imóveis, o que explicaria a queda do preço dos aluguéis.
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Muito abaixo da inflação
A maior queda ficou por conta do preço dos aluguéis de imóveis de dois dormitórios, cujos preços caíram 1,3%, em seguida ficaram os imóveis com três dormitórios, cuja queda foi de 1%, e finalmente os imóveis de apenas um dormitório, cujos preços recuaram menos, 0,5%.
O maior aumento dos imóveis de um e/ou três dormitórios reflete o fato de que muitos inquilinos migraram para imóveis menores, como forma de reduzir os gastos com aluguel. Neste sentido, os inquilinos que não têm família e moravam em imóveis de dois dormitórios teriam procurado imóveis de um quarto, enquanto os com família que moravam em imóveis de quatro quartos teriam migrado para imóveis com três quartos.
Com a queda do preço dos aluguéis em outubro, a alta acumulada desde o início do ano é de apenas 3%, enquanto nos últimos 12 meses o reajuste é de 3,5%. Com isto, a perda em relação à inflação medida pelo IGP-M aumenta, visto que a inflação acumulada no ano já é de 14,8%, este percentual sobe para 16,3% se considerarmos a variação acumulada nos últimos 12 meses.
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Apartamentos estão mais bem conservados
De acordo com o vice-presidente de Locação do Secovi, Sergio Lembi, uma das principais variáveis que os inquilinos levam em consideração na hora de alugar é o estado de conservação do imóvel, o que tem forçado os proprietários a investir na manutenção do imóvel para garantir a liquidez do mesmo na hora de alugar.
Os dados do levantamento do Secovi apontam que 70% dos imóveis alugados foram considerados em boas ou ótimas condições, com apenas 18% dos imóveis em situação regular ou ruim. Os apartamentos apresentaram melhores condições, com 21% deles sendo considerados em ótimo estado frente a 12% das casas, da mesma forma apenas 12% dos apartamentos foram classificados como ruins, frente a 23% das casas.
Esta diferença não chega a surpreender, uma vez que o condomínio acaba mantendo as áreas comuns dos apartamentos, enquanto nas casas muitas vezes o proprietário acaba abandonando a área externa, comprometendo o estado de conservação do imóvel.
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Manutenção facilita locação
Buscando resolver esta situação, alguns proprietários sem condições de manter seus imóveis acabam oferecendo aos inquilinos um ou dois meses de carência no aluguel, para que com este dinheiro façam os reparos necessários no imóvel.
Na visão dos consultores imobiliários, esta alternativa deveria ser usada por um número maior de proprietários, uma vez que o grau de conservação de um imóvel influencia diretamente o seu grau de liquidez, isto é, velocidade com que o mesmo consegue ser alugado. Estimativas do próprio Secovi apontam que a velocidade de locação é cerca 50% menor nos imóveis mais bem cuidados, ou seja, o proprietário espera menos para conseguir alugar esta propriedade.