São Paulo tem cesta básica mais cara do país, com custo de R$ 166,54

Depois de subir 29,47% nos últimos 12 meses, a cesta básica já custa mais de 90% do salário mínimo na capital paulista

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SÃO PAULO – De acordo com levantamento divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) nesta segunda-feira, dia 10, São Paulo é a capital brasileira onde se gasta mais para comprar a cesta básica.

Mais de 90% do salário mínimo

Entre as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese em fevereiro, todas registraram um aumento no custo da cesta básica, mas São Paulo foi a que apresentou o maior valor para a cesta básica, que custava R$ 166,54, o que representa um aumento de 2,30% frente ao mês anterior.

Desta forma, o custo da cesta básica já corresponde na capital paulista a 90,17% do salário mínimo, que atualmente se encontra em R$ 200. No acumulado dos últimos 12 meses a cesta básica registrou um aumento de 29,47% em São Paulo, dos quais 4,92% somente em 2003.

Na seqüência aparecem as cidades de Porto Alegre (R$ 165,55), Brasília (R$ 160,69) e Curitiba, onde a cesta básica é vendida a R$ 158,24. Em contrapartida, os menores preços foram registrados nas capitais nordestinas, como João Pessoa (R$ 131,74), Salvador (R$ 134,40), Recife (R$ 135,99) e Fortaleza (R$ 136,16).

Tendência de queda nos preços

Entretanto, a boa notícia fica por conta da constatação de que dos 13 itens da cesta básica paulista, oito deles caíram ou ficaram estáveis, o que equivale a 61,5% dos produtos analisados. Vale lembrar que destes três ficaram estáveis e cinco registraram retração nos preços, o que confirma a tendência de desaceleração dos preços.

Todos os cinco itens que sofreram elevação nos preços pertenciam ao grupo de alimentação, sendo que as três maiores ficaram com o tomate (17,69%), batata (8,27%) e feijão (7,57%). Por sua vez, as quedas ficaram com a farinha de trigo (-5,71%), óleo de soja (-1,13%) e carne (-0,77%).

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O trabalhador paulista precisou de 183 horas e 12 minutos para comprar sua cesta básica em fevereiro, acima das 179 horas e 4 minutos registradas em janeiro e das 157 horas e 13 minutos do mesmo período no ano passado. Além disto, o aumento da cesta básica em 12 meses (29,47%) supera não só o aumento previsto para o salário mínimo, que é de cerca 20%.