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SÃO PAULO – Durante reunião da Comissão Especial Mista do Salário Mínimo, na última terça-feira (21), foi discutida a possibilidade de reajustar o mínimo de acordo com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), e não pela inflação, como acontece atualmente.
Os representantes do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Guilherme Delgado, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Samuel Pessoa, e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Márcia Quinsnar, propuseram o novo reajuste e afirmaram que só com ele é possível promover uma política permanente de valorização do salário mínimo.
A próxima reunião da Comissão, no dia 7 de março, contará com a presença de representantes da Confederação Nacional de Prefeitos, de Municípios e dos Servidores Públicos do Brasil.
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Grande impacto
A vinculação do mínimo aos benefícios previdenciários é um fator limitante para recuperar o valor do salário. No entanto, como o impacto nas despesas da Previdência Social é grande, o processo de recuperação deve ser feito de maneira progressiva, gradual e vinculado ao PIB, de acordo com Delgado.
O economista calcula que cada 10% de aumento no salário mínimo eleva 3,8% a despesa global do sistema previdenciário e alerta que a desvinculação entre o mínimo e os benefícios sociais deverá ser peça fundamental da reforma previdenciária a ser feita pelos setores conservadores no próximo ano.
Enquanto Samuel Pessoa acredita que o salário mínimo não deve ser usado como instrumento de combate à pobreza, o vice-presidente da Comissão, deputado Walter Barelli (PSDB-SP) aposta na valorização do mínimo como meio do Brasil cumprir sua meta da ONU (Organização das Nações Unidas) de reduzir a pobreza pela metade até 2015.
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As informações são da Agência Brasil e da Agência Câmara.