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SÃO PAULO – Um dos setores mais afetados pela alta do dólar é o de remédios, uma vez que boa parte dos princípios ativos usados na fabricação dos mesmos é importada e, portanto, determinada em dólar. Os preços dos remédios são reajustados apenas uma vez a cada 12 meses, sendo que o último aumento aconteceu em janeiro deste ano, época em que o dólar ainda estava cotado em R$ 2,36, desde então a moeda norte-americana acumula alta de 47,5%.
Reajuste é extraordinário
Nos últimos dois anos os preços dos remédios têm sido monitorados pela Câmara de Medicamentos, o que permitiu que o reajuste dos remédios acabasse sendo menor do que o registrado pela própria inflação.
Nesta terça-feira, a própria Câmara de Medicamentos anunciou que estará concedendo um reajuste extraordinário para os fabricantes de remédios, para compensar as perdas devido à alta registrada pelo dólar em 2002. O aumento médio deve ficar em 8,63%, mas os preços podem ser reajustados em até 9,92%, dependendo do produto.
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Segundo os técnicos da Câmara de Medicamentos, isto não significa que o congelamento dos preços tenha sido suspenso, pois se trata de um reajuste extraordinário, que provavelmente não deve se repetir. Os fabricantes têm até o final de novembro para enviar seus relatórios para a Câmara de Medicamentos com o pedido de reajuste.